<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776</id><updated>2011-11-23T21:52:37.144-02:00</updated><title type='text'>Meine Reklamation!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-1503071761478274212</id><published>2011-03-12T19:52:00.002-03:00</published><updated>2011-03-12T19:55:23.671-03:00</updated><title type='text'>Queria ser grande</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Queria ser grande", pensava o garotinho enquanto andava tropicando nos caminhos, arrastando os pés com as sandálias que se prendiam a seus pezinhos por elásticos. Uma mão segurava aquela caixinha com uma bebida de morango que ele vinha tomando e que era o mais importante que ele conseguia ver naquele momento. A outra mão estava dada à da avó, que o conduzia apressada à casa, pois ainda havia muito a ser feito. Ele não tinha essa noção... não sabia que ser grande lhe tiraria muitas das liberdades, liberdades estas que ele nem sabia que possuia. Não sabia, pobrezinho, que ser grande era exatamente sempre ter muita coisa por fazer. Não sabia que ele jamais encontraria tempo para andar despreocupado de chinelos e regata na rua, preocupado com sua bebida, ou mesmo pensando: como será que ela teria ido parar lá dentro? Será que foi pelo buraquinho que faço quando coloco o canudo? E nesse momento ele até se esquecia da bebida... havia uns desenhos bonitos na caixinha, coloridos! Como era divertida aquela caixinha! cheia de letras e informações nutricionais que só eram importantes para quem era grande. A ele, bastava a caixinha, já que ele esquecera da bebida há muito tempo... "você vai derramar!" dizia a avó, e ele, como que despertado de um grande devaneio, lembrava-se do gosto de morango e se punha novamente a sugar o canudo, um pouco irritado por ter que obedecer a ordem subentendida da avó, mas que ele entendia muito bem. Ah, mas era tão estranho aquilo... por que nem sempre estava passando o desenho que ele queria na televisão? Eles chegariam em casa e, provavelmente, não haveria desenho na tv, então, a avó ligaria o rádio, na mesma estação de sempre, e tocariam as mesmas músicas... chegaria um momento em que tocaria a "Ave Maria", então, ele sabia que chegava a hora do banho, de jantar e que mamãe estava chegando... Mas de onde ela vinha? Ele nem a havia visto sair... por um momento, esqueceu-se dela e adormeceu. Ao acordar, estavam só ele e a avó, como sempre. Ele queria saber o que viria depois, queria saber como era ser grande, sair sozinho pelas ruas... Será que ele ainda teria medo de dormir no escuro? E o quintal? Como passar por aquele corredor escuro e umido para chegar lá fora, onde o sol aquecia as manhãs e brilhava tão bonito... tão lá em cima! Mas não importava, ele não conseguia olhar para o sol por muito tempo. Nada lhe prendia por muito tempo. Seus pensamentos eram rápidos, suas dúvidas, voláteis: duravam apenas o tempo que qualquer outra coisa levasse para passar diante de seus olhos e se tornasse questão de suma importância pela eternidade dos próximos minutos. Ele era livre e não sabia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Livre para ficar sentadinho no sofá, com uma mamadeira cheia de leite com achocolatado, assistindo desenhos, até que se lembrasse daquele carrinho que estava parado ali no canto da sala, que logo se transformava numa estrada grande (não que ele soubesse o que era uma estrada, mas isso nunca importou, já que ele era livre). No meio da estrada, havia outro brinquedo e então a estrada era desconstruida. A facilidade de recomeçar, ou de criar algo novo a partir de algo que surge no caminho, ele jamais voltaria a ver ao ser grande, mas isso não era importante para ele naquele momento em que ele era apenas um menino que brincava na sala, esquecido do desenho animado e da mamadeira, abandonada no sofá, ou no chão. Nesse momento, ele já não se lembrava mais de que queria ser grande, nem se lembrava mais, também, da caixinha com a bebida de morango. Ele era apenas um menino livre, que brincava como se sua vida dependesse daquele mundo imaginário que, para ele, era tão grande como ele gostaria de ser e que, dentro de sua lógica exata de criança livre, fazia todo o sentido. Ele era verdadeiramente grande e não sabia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-1503071761478274212?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/1503071761478274212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=1503071761478274212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/1503071761478274212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/1503071761478274212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2011/03/queria-ser-grande.html' title='Queria ser grande'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-8377882337132760668</id><published>2010-07-30T22:35:00.003-03:00</published><updated>2010-07-30T22:37:45.507-03:00</updated><title type='text'>Recomecemos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho".  Jesus - Mateus 9:16&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não conserves lembranças amargas.&lt;br /&gt;Viste o sonho desfeito.&lt;br /&gt;Suportaste a deserção dos que mais amas.&lt;br /&gt;Fracassasste no empreendimento.&lt;br /&gt;Colheste abandono.&lt;br /&gt;Padeceste desilusão.&lt;br /&gt;Entretanto, recomeçar é bênção na lei de Deus.&lt;br /&gt;A possibilidade da espiga ressurge na sementeira.&lt;br /&gt;A água, feita por vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte.&lt;br /&gt;Torna o calor da primavera na primavera seguinte.&lt;br /&gt;Inflama-se o horizonte, cada manhã, com o fulgor do Sol, reformando o valor do dia.&lt;br /&gt;Janeiro a janeiro,renova-se o ano, oferecendo novo ciclo de trabalho.&lt;br /&gt;É como se tudo estivesse a dizer: "se quiseres, podes recomeçar".&lt;br /&gt;Disse, porém, o Divino Amigo que ninguém aproveita remendo novo em pano velho.&lt;br /&gt;Desse modo, desfaze-te do imprestável.&lt;br /&gt;Desvencilha-te do inútil.&lt;br /&gt;Esquece os enganos que te assaltam.&lt;br /&gt;Deita fora as aflições improfícuas.&lt;br /&gt;Recomecemos, pois, qualquer esforço com firmeza, lembrando-nos todavia, de que tudo volta, menos a oportunidade esquecida que será sempre uma perda real.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EMMANUEL - ("Palestras de Vida Eterna" - Francisco Cândido Xavier)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-8377882337132760668?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/8377882337132760668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=8377882337132760668&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8377882337132760668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8377882337132760668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2010/07/recomecemos.html' title='Recomecemos'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-8301803314514511900</id><published>2010-07-14T02:13:00.002-03:00</published><updated>2010-07-14T02:18:02.507-03:00</updated><title type='text'>Oração pelo perdão (em memória de futuros demolidos antes de...)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, o mundo parece não passar de uma pilha de perguntas aguardando respostas, ou, o que seria mais coerente, uma multidão de perguntadores que não sabe com exatidão nem mesmo o que gostariam de perguntar. E assim, arrastamo-nos por estas terras à procura daquilo que esteve o tempo todo tão perto, mas que nossos mundanos olhos não nos permitiram nunca ver - porque passamos a maior parte do tempo em busca de falsos argumentos que nos provem aquilo que já está por si só provado - e então, cresce a angústia e a sensação de impotência diante de novos acontecimentos que fazem o passado ficar em seu devido lugar, ávido pela terra que lhe sepultará os olhos inquisidores. Perdão. Perdoe. Sim! Faça o obséquio de perdoar a este pobre pecador as faltas cometidas, as injustiças cometidas, a maledicência praticada. Perdoe minha falta de indulgência. Perdoe meu excesso de orgulho e, acima de tudo, perdoe a falta de amor com que lhe segui em séculos de convivência, seja ela fraternal, amistosa, marital... Há muito a ser feito, e esta é uma intuição que me atrevo a divulgar, não temos mais tempo para viver de perguntas sem respostas, de ansiedades por um futuro que não nos pertence, ainda, diretamente, já que ele está sendo construído a todo momento por meio de nossas atitudes e a cada minuto chumbamos um novo tijolo, depositamos uma nova pá de concreto na construção dos alicerces daquilo que chamamos de futuro. Talvez fosse mais prudente de nossa parte preocuparmo-nos com cada um desses tijolos, com cada uma dessas pás ao invés de perder horas a fio vislumbrando uma fotografia imaginária de um edifício pronto, esplendoroso, imponente, esquecendo-nos de que nada adianta querer o futuro sem calçá-lo em alicerces firmes, nada adianta firmar alicerces sem a manutenção adequada daquilo que se contruiu, ou o tão esperado futuro não passará de um imponente esqueleto, pelo qual a energia vital passou após ter-lhe feito o sangue fervilhar por cada centímetro de vida que lhe coube, e então, tudo aquilo que era importante na época em que deveríamos nos preocupar com as bases será encarado como puro lixo, à disposição do fim. Perdoe-nos a facilidade com que retiramos do caminho as provas de que não somos tudo aquilo que nos fazem acreditar que somos. Perdoe-nos por apontar a degradação do mundo sem tomar para nós mesmos a nossa própria putrefação. Perdoe-nos por enfeitar aos olhos aquilo que é feio para a alma. Perdoe-nos a falta de coragem. Perdoe-nos por não perdoarmos. Perdoe-nos a mais profunda falta de amor, perdoe-nos, futuros degradados por nossos próprios méritos que somos. Perdoe-nos sinceramente, como um dia esperamos aprender a perdoar. Ame-nos como um dia pretendemos aprender a amar. Salve-nos... Salve-nos de nós mesmos e de nossa própria inquisição. Perdão!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-8301803314514511900?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/8301803314514511900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=8301803314514511900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8301803314514511900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8301803314514511900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2010/07/oracao-pelo-perdao-em-memoria-de.html' title='Oração pelo perdão (em memória de futuros demolidos antes de...)'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-6783680866541385381</id><published>2010-05-13T22:30:00.002-03:00</published><updated>2010-05-13T22:35:09.632-03:00</updated><title type='text'>O homem, a casa e a tempestade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O sol brilha lá fora. Choveu torrencialmente e ele se sentia como uma formiga que consegue abrigo sobre uma folha que flutua nas águas sujas e agitadas da enchente. O sol brilha e seu calor providenciou a evaporação da água para que o trabalho de limpeza pudesse ser feito o mais rapidamente possível - seria melhor apagar os vestígios que a tempestade deixou. As marcas eram agora completamente indesejáveis. Quanto mais ele esfregava as manchas na parede, mais evidentes elas ficavam e então, ele chegou a pensar que o melhor fosse não esfregá-las mais, pois um dia, aquele sol insistente haveria de invadir a casa por qualquer fresta, porta ou janela aberta e faria a fineza de secar aquilo tudo e apagar de uma vez. Ele sorriu: a ironia desse raciocínio o fez se sentir um imbecil: como pedir à luz que apague? O sol brilha e seu reflexo ilumina as manchas na parede - e seria inútil mesmo derrubar a parede e refazê-la - o problema era a casa! Sim, a casa, estúpida, parada ali naquele lugar, sendo lavada pelas tempestades que vinham sempre que o sol resolvia fazer coisa melhor em outro canto. A casa permanecia lá, humildemente orgulhosa pelas paredes manchadas e pelo sol que insistia em brilhar e em iluminar nela aquilo tudo que ela, a essas alturas já não fazia mais questão de esconder. Ela sabia que se fosse derrubada, voltaria a viver em qualquer coisa que fosse construída naquele lugar - ela era aquele lugar e estava sossegada com sua situação. Mas e ele? O sol ainda brilhava e ele amenizava as manchas como podia, entretanto, aprendia a conviver com sua rotina de limpar, esperar secar, ver o sol se esconder, vir a garoa, chuva, tempestade, enchente, estagnação, sol, limpeza... o ciclo se repetia e ele já estava habituado, apesar de um certo cansaço e de uma preguiça sem tamanho que tomavam conta dele a cada nova chuva. Ele chorava, mas suas lágrimas não serviam para nada além de brilharem quando ele punha o rosto na janela e se deixava tocar pelos raios do sol. Era como se ele, com seu tamanho de formiga, procurasse satisfazer a casa nos momentos de estiagem fornecendo-lhe sua pequena chuva. Algumas vezes ele secava. Sentia-se sufocado e sem ter o que botar para fora traduzido em água e, quanto mais submerso ele quisesse ficar, menos água havia. E foi desse modo que ele adivinhou brevemente que era insignificante e que não havia o que ele pudesse fazer para se tornar controlador do amanhã. A ansiedade era apenas a vontade de ter hoje o que poderia ter amanhã e isso o tirava do sério. Doía-lhe o estômago. À casa, nada doía, por isso ela ficava lá. Fizesse chuva, fizesse sol. As manchas eram parte dela, coisas que apenas uma casa velha pode entender e, pasme, valorizar. Sim, o sol brilhava e iluminava as manchas que ela exibia orgulhosa. Entre um pranto e outro, em momentos de estiagem, olhava as manchas e já não via mais manchas. Ele já podia se lembrar de quando cada uma delas havia aparecido e se tornado parte dele, como já eram parte daquela casa que era sua e da qual ele nunca pensou em sair. Ele sorria ao ver as manchas se transformarem em desenhos que remetiam à história dele e que eram a própria história da casa. De repente, cada uma daquelas manchas se tornou uma lembrança que ía além da sujeira e do estrago que pareciam ser à primeira vista e a quem visse de fora tudo aquilo. Só ele sabia interpretar aqueles desenhos como eles realmente eram e se baseava justamente em sua vivência compulsória ao lado deles. Daquelas manchas que eram reavivadas a cada enchente, surgiam lembranças que ele filtrava e, também já havia aprendido a ficar apenas com as que fossem motivos para estiagem. Ele sorria... após cada tempestade, cada mancha tinha consigo um significado diferente, o que o fazia diferente. Ele mudou - tudo aquilo que antes parecia não ter a mínima serventia passou a ser vital à medida em que os significados foram sendo modificados com o passar dos tempos. Ele aprendera a cantar e cada mancha era motivo para uma música diferente. O sol brilhava e ele sorria, cantando e limpando,pensando. O sol continuava brilhando e a casa ainda estava lá, mas a essas alturas, ele já estava velho e manchado, sem possibilidades de reforma, já que estas eram privilégio da casa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-6783680866541385381?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/6783680866541385381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=6783680866541385381&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/6783680866541385381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/6783680866541385381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2010/05/o-homem-casa-e-tempestade.html' title='O homem, a casa e a tempestade'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-8137828322661332377</id><published>2010-03-08T21:31:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T21:38:05.671-03:00</updated><title type='text'>Alles was ich wünsche...</title><content type='html'>... ist so verloren....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Tudo que eu desejo é nosso amor&lt;br /&gt;que o vermelho sempre nos cerque&lt;br /&gt;que nenhuma nuvem negra nos entristeça&lt;br /&gt;que nenhum passaro escuro rompa esse laço dourado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas passaros claros com asas brancas&lt;br /&gt;devem nos trazer um pouco da eternidade&lt;br /&gt;As noites nunca deverão tragar o dia&lt;br /&gt;e o sol aquecido jamais deve se pôr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o mundo! Gostaria de presenteá-lo todo&lt;br /&gt;Não quero pensar na despedida,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;nem no dia que se transforma em noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num profundo mar de flores quero me afogar&lt;br /&gt;E afundar nos seus olhos esse grande desejo&lt;br /&gt;de que o amor permaneça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que eu quero está perdido&lt;br /&gt;como o pobre amor que nos juramos&lt;br /&gt;como os corações quentes que há muito congelaram&lt;br /&gt;como as flores vermelhas que nunca mais florescerão&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;((B. Wegner - em mais uma tradução em que me arrisco...))&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-8137828322661332377?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/8137828322661332377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=8137828322661332377&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8137828322661332377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8137828322661332377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2010/03/alles-was-ich-wunsche.html' title='Alles was ich wünsche...'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-4943920770433289447</id><published>2009-08-26T23:21:00.001-03:00</published><updated>2009-08-26T23:23:56.059-03:00</updated><title type='text'>Sobre a caridade e o amor ao próximo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Era um dia como outro qualquer e ela resolveu ir ao banheiro. A cabeça doía com a leve insistência daqueles que desejam algo, mas ela não dava atenção. O tempo era curto e havia muitas coisas por fazer - ela adiara a ida ao banheiro até o último minuto permitido por sua racionalidade. Ao entrar, dirigiu-se diretamente a um dos reservados, aquele que era o seu favorito, pois ficava estrategicamente isolado dos demais e que era todo diferente, fechado até o teto. Para ela, funcionava como se houvesse um banheiro privativo dentro do banheiro e ela desfrutava desse luxo sem a mínima modéstia. Fechou a porta e observou o ambiente à procura de algo que a pudesse observar - causavam-lhe calafrios o olhar gélido de lagartixas escondidas nos cantos, borboletas que entravam pela janela e se perdiam; na pior das hipóteses, poderia estar em companhia de uma barata. Nesse caso, ela teria que correr, pois não havia espaço suficiente em qualquer lugar do mundo para ela e uma barata: suas inicias nem eram G.H., oras! (pensava ela enquanto esboçava um leve sorriso, orgulhosa por sua sagacidade) - não tendo encontrado nada que a impedisse de fazer aquilo a que se propusera quando pensou em ir ao banheiro, baixou o assento e, maquinalmente, puxou um pedaço de papel higiênico e se pôs a limpá-lo com o papel seco. Ecologicamente incorreta que era, porque acreditava que, no íntimo, todos fazem algo pelo que poderiam ser duramente condenados se aquilo fosse divulgado, atirou dentro do vaso o papel. Este, mal terminara de cair lá dentro ao se despender das mãos dela, quando posou sobre o assento um pequeno inseto, inofensivo, daqueles que não esboçam a menor reação quando uma mão os tenta espantar, ou mesmo matá-los. ao olhá-lo, ela até se lembrou de algumas pessoas que tinham essa mesma passividade em relação a tudo. Sem raciocinar, puxou outro teco de papel higiênico e cutucou o bichinho, porém, empurrou-o para dentro do vaso. Por um momento, ficou paralisada com sua crueldade: ela observava o insetinho dentro do vaso, debatendo-se na água, tentando lutar pela vida. Sem maiores reações, sentou-se no vaso em busca da paz de que necessitava para executar seu serviço, mas ainda pensava no inseto. Seria justo que ela, dita dotada de inteligência e raciocínio, fosse capaz de operar tamanha maldade contra um ser inofensivo e que era visivelmente incapaz de se defender das atitudes dela? Além de atirá-lo ao fim, ainda despejava sobre ele uma tempestade de dejetos que não o ajudariam em nada. Talvez até fossem de alguma ajuda, caso ele mantivesse a atitude que adotara ao cair na água e utilizasse aquilo tudo como um meio de salvação - pelo menos, ele se livraria da água: aquele ser inerte se debatia e parecia lutar contra a morte sentenciada por aquele pedaço de papel higiênico e pelo gesto do deus que o atirou à própria sorte. Sim, ela pensara nisso: de modo que para esse pobre animalzinho, sou eu o deus? Não, ela não se sentiu orgulhosa, ao contrário, sentiu grande remorso: pela primeira vez ela se sentira gigante, mesmo em sua estatura mediana e com seu físico franzino, cobiçado pelas mulheres de seu tempo. Ela era gigante diante daquele que se debatia abaixo dela, num mundo escuro e com tempestades - chuva ácida - Lembrou-se de quando parecia que alguma força maior a botava em situações semelhantes, tirando-a da inércia necessária de cada dia, e ela rogava por ajuda do seu Deus, muito maior do que ela. Talvez, o deus a tivesse nomeado como sub-deusa, já que ele mesmo era grande demais para gerenciar coisas como aquele inseto, que mesmo diante dela, pequena, era quase imperceptível. De posse de seu novo cargo, pôs-se a pensar que, talvez, aquele bicho estivesse fazendo exatamente o mesmo que ela faria. Estaria o inseto rezando, enquanto se movimentava impaciente nas águas do vaso? Sim, ela estava perdendo o controle e ultrapassando os limites da sanidade. Mas, no fundo, ninguém podia ser são todo o tempo e disso ela sabia muito bem. Com a calma daqueles que se julgam minimamente justos, limpou-se, ainda sentada no vaso, e atirou mais papel no vaso. Levantou-se, ajeitou sua roupa e instintivamente lançou olhar para aquele que estava subordinado a ela naquele momento, entregue à sua mais absoluta vontade, e notou que ele ainda se mexia. Abaixou-se um pouco mais e notou que sim, ele estava vivo. Dotada de alguma compaixão, que era mais remorso do que qualquer outro sentimento mais nobre, ela apanhou um pedaço de papel higiênico, grande o suficiente para que seus dedos não chegassem perto daquela imundice, e com todo o cuidado, tocou no inseto com uma pontinha de papel, prendendo-o e, dessa forma, retirou-o das águas. Ela abriu, então, o papel e notou que, apesar de molhado, ele vivia. Ela o colocou calmamente no chão, a salvo da fúria das águas e das tempestades sobre as quais ele não tinha o menor controle. Deu a descarga e saiu sem olhar para trás. Naquele momento, sua vida talvez tenha se tornado melhor, já que ela corrigira o problema que causara a um ser menor e inofensivo e já que, por um momento mínimo que fosse, teve a leve sensação de que a mão que tira é a mesma que dá e que, por menor que ela fosse, haveria alguma certeza de que algo muito maior a salvaria sabe-se lá de quê. Tranqüilamente, lavou as mãos e voltou ao seu posto de trabalho, parando antes na máquina de café para saborear aquele café horrível, completamente esquecida de seu súbito ataque de caridade e amor ao próximo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-4943920770433289447?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/4943920770433289447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=4943920770433289447&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/4943920770433289447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/4943920770433289447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2009/08/sobre-caridade-e-o-amor-ao-proximo.html' title='Sobre a caridade e o amor ao próximo'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-6802862686478247647</id><published>2009-08-24T23:43:00.004-03:00</published><updated>2009-08-25T00:31:01.854-03:00</updated><title type='text'>O perigo de sonhar após o jantar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Imaginou seu sonho desfeito. Olhou em volta e milhares de peças estavam espalhadas como se todas as vidraças do mundo estivessem destruídas, contribuindo na composição daquele visual opressor. Nas peças, enxergava aquela felicidade com a qual sonhara e parte daquela que vivera. Cada peça era como um quadro de um filme que se projetava diante de seus olhos mostrando cada instante, cada minuto, trazendo de volta sorrisos, palavras ditas e que voaram quando se quebraram as vidraças, libertando-se, junto de cada perfume e cada cheiro que voava rapidamente, assustado, mas não sem antes passar por aquelas narinas entre olhos marejados que observavam, observavam... Olhava e tudo parecia tão real que era impossível acreditar naquilo que via, daí, algo o fazia duvidar, lembrando-o de que a imaginação era menos real do que o sonho fora e, de repente, ele voltava à realidade. Olhava em sua volta e nada mais via além do chão, que precisava ser limpo de todo jeito, entretanto, não havia nenhum resquicio de nada destruído, nenhum sonho aniquilado. Os monstros que ele alimentava haviam partido para a hibernação necessária daqueles que têm todo um banquete para digerir. Aliás é bom que se tenha cuidado com o &lt;em&gt;refluxo&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Deixo de lado as minhas tristezas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quero enterrá-las calmamente&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Então, talvez um vento obscuro&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;sopre calmamente por lá&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não quero tê-las nunca mais...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;((B.Wegner[em tradução livre]))&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-6802862686478247647?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/6802862686478247647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=6802862686478247647&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/6802862686478247647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/6802862686478247647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2009/08/o-perigo-de-sonhar-apos-o-jantar.html' title='O perigo de sonhar após o jantar'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-2516373516432168733</id><published>2009-08-11T21:26:00.002-03:00</published><updated>2009-08-11T21:29:29.363-03:00</updated><title type='text'>Sobre renovar-se entre hiatos</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Sim, amanheceu mais um dia igual a tantos outros. Enquanto nada novo acontecia no desenrolar das horas, ele fazia a fineza de viver ao sabor do que lhe cabia. Perdido em seus devaneios, maquinalmente fazia suas atividades entre um hiato e outro. Considerava-se um privilegiado por perceber a existência de hiatos em períodos tão iguais e por ousar tirar proveito de cada um deles. Em alguns desses vácuos, escrevia, e essa lhe parecia a melhor maneira de ocupar tempos aparentemente inúteis, dando forma física a toda confusão que só tinha capacidade de tomar forma em seus pensamentos e que ocupava muito espaço. Era necessário limpar, liberar espaço, esvaziar gavetas e armários - já haviam chegado novas idéias que substituiriam com precisão quase cirúrgica muitas das idéias que ainda ocupavam as acomodações disponíveis. Ele se ocupava disso nos vácuos: limpava gavetas, tentando remover manchas antigas que poderiam macular as novas aquisições; mas não. Ele já sabia que não se pode retornar: uma vez que um passo fora dado em direção ao novo, retornar ao velho era impossível, porque não se volta a ser o que se foi. Sim, novas idéias têm muita força, suficiente para não permitir mais a alimentação das antigas, que acabam mortas por inanição ao longo dos anos. E assim, dizem que se aprende. Sim, amanheceu mais um dia igual aos outros, entretanto, a cada amanhecer ele se sabia diferente e cada dia sabia diferente, porque era justamente para isso que serviam tantos hiatos. Era necessário o tempo de vácuo para lidar com coisas antigas, reformadas num dos tantos hiatos de limpeza e arrumação. Era necessário o tempo de vácuo para digerir o novo e reprogramar, adaptar o sistema às novas condições de funcionamento.Era necessário algum vácuo para lidar com o novo. E assim, seus pensamentos foram sendo redirecionados de modo que determinadas idéias ficaram melhor definidas e praticamente colocadas em suas respectivas gavetas e prateleiras para serem usadas. O peso inútil vai sendo descartado a cada dia. Sim, ele se renova.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-2516373516432168733?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/2516373516432168733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=2516373516432168733&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/2516373516432168733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/2516373516432168733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2009/08/sobre-renovar-se-entre-hiatos.html' title='Sobre renovar-se entre hiatos'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-6064754397423660649</id><published>2009-08-09T22:55:00.006-03:00</published><updated>2009-08-09T23:33:15.088-03:00</updated><title type='text'>Times have changed...</title><content type='html'>&lt;em&gt;I must have left my house at eight &lt;br /&gt;because I always do &lt;br /&gt;my train, I’m certain &lt;br /&gt;left the station just when it was due &lt;br /&gt;I must have read the morning paper &lt;br /&gt;going into town &lt;br /&gt;and having gotten through the editorial &lt;br /&gt;no doubt I must have frowned &lt;br /&gt;I must have made my desk &lt;br /&gt;around a quarter after nine &lt;br /&gt;with letters to be read &lt;br /&gt;and heaps of papers waiting to be signed &lt;br /&gt;I must have gone to lunch &lt;br /&gt;at half past twelve or so &lt;br /&gt;the usual place, the usual bunch &lt;br /&gt;and still on top of this &lt;br /&gt;I’m pretty sure it must have rained &lt;br /&gt;the day before you came &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I must have lit my seventh &lt;br /&gt;cigarette at half past two &lt;br /&gt;and at the time I never &lt;br /&gt;even noticed I was blue &lt;br /&gt;I must have kept on dragging &lt;br /&gt;through the business of the day &lt;br /&gt;without really knowing anything &lt;br /&gt;I hid a part of me away &lt;br /&gt;at five I must have left &lt;br /&gt;there’s no exception to the rule &lt;br /&gt;a matter of routine &lt;br /&gt;I’ve done it ever since I finished school &lt;br /&gt;the train back home again &lt;br /&gt;undoubtedly I must have &lt;br /&gt;read the evening paper then &lt;br /&gt;oh yes, I’m sure my life was &lt;br /&gt;well within its usual frame &lt;br /&gt;the day before you came &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I must have opened my front door &lt;br /&gt;at eight o’clock or so &lt;br /&gt;and stopped along the way &lt;br /&gt;to buy some Chinese food to go &lt;br /&gt;I’m sure I had my dinner &lt;br /&gt;watching something on TV &lt;br /&gt;there’s not, I think, a single &lt;br /&gt;episode of Dallas that I didn’t see &lt;br /&gt;I must have gone to bed &lt;br /&gt;around a quarter after ten &lt;br /&gt;I need a lot of sleep and so &lt;br /&gt;I like to be in bed by then &lt;br /&gt;I must have read a while &lt;br /&gt;the latest one by Marilyn French &lt;br /&gt;or something in that style &lt;br /&gt;it’s funny, but I had no sense &lt;br /&gt;of living without aim &lt;br /&gt;the day before you came &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And turning out the light &lt;br /&gt;I must have yawned and &lt;br /&gt;cuddled up for yet another night &lt;br /&gt;and rattling on the roof &lt;br /&gt;I must have heard the sound of rain &lt;br /&gt;the day before you came &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;((Benny Andersson &amp; Björn Ulvaeus))&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-6064754397423660649?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/6064754397423660649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=6064754397423660649&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/6064754397423660649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/6064754397423660649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2009/08/times-have-changed.html' title='Times have changed...'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-7127274376736699460</id><published>2009-02-25T19:49:00.002-03:00</published><updated>2009-02-25T20:32:22.097-03:00</updated><title type='text'>Jag liv i ett sagoland</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Era uma vez um mundo repleto de por ques, todos eles assim mesmo, separados, duvidando. Havia muitas perguntas e não havia resposta alguma, sendo permitidas, apenas, algumas poucas suposições a respeito daquilo tudo que se tratava de montar e construir ao longo dos dias, que eram excessivamente longos. Por conta disso, havia uma completa preocupação com o  amanhã, cuja única coisa que era permitida adivinhar era: ele virá. Chovia, chovia muito, e o sol apenas existia como um pequeno consolo, porque era necessária alguma esperança em meio a tantos por ques sem porquês. E dessa maneira, sobrevivia-se. O mundo era mera sobrevivência, aguardando o amanhã. Viver é esperar. Buscava-se ocupar o tempo livre, abundante, pois quanto mais ocupações fosse possível ter, menor seria a ansiedade pelo tão esperado amanhã. E as atividades eram as mais variadas possíveis: desde o trivial, que sempre fora feito, mas que nunca tivera tanto valor como quando se percebeu sua importância no mascaramento do amanhã, até coisas inusitadamente novas. O medo do novo é quase o medo do amanhã, mas, por ser outro medo, é válido como objeto de troca. Viver é ter medo. Trocava-se, pois, um medo pelo outro. Por quê? Mais um... E tendo a mente ocupada entre tantas atribuições, vivia-se e, indiretamente, aprendia-se, simplesmente, a  sentir. Sentia-se muito e, algumas vezes, demonstrava-se. A utilidade de ocupar todo o tempo viria à tona justamente quando se esperaria reciprocidade: não havia a reciprocidade e não havia tempo para esperar algo em troca por aquilo que era ofertado espontaneamente. Mas não havia tempo para pensar, portanto, não eram permitidas escolhas. O sentir era inconsciente, logo, não se escolhia sentir - sentia-se e se dava, mas não havia espera pelo retorno e, desse modo, vinha sendo construido o rascunho daquilo que se chamaria, mais tarde, perfeição. Havia no mundo aqueles que não eram perfeitos, e esses  todos, juntos, constituiam uma somatória incalculável. A existência da imperfeição foi o principal empecilho encontrado pelos perfeitos, quando idealizaram aquele mundo que, apesar de seus por quês, era perfeito. Eles, então, perceberam que uma trasformação seria inevitável e começaram pela substituição do termo imperfeito pelo termo aprendiz, de modo que o mundo, já repleto de por ques, passou a ser constituido, também, de um sem-número de aprendizes. Como tudo aquilo que é experimental, começaram os conflitos e os aprendizes passaram a se digladiarem entre si: como não havia respostas, eles passaram a adotar aquilo que mais lhes fosse agradável como verdade e seu principal interesse passou a ser combater a verdade do outro e impor a sua própria como a verdade. Fizeram-se, daí, as brigas e guerras sem nenhum porque definido, exato, e, consequentemente, alguns aprendizes, em comum e raro acordo, passaram a chamar o mundo, que era agora imperfeito, inferno. A partir daí, as ocupações já não eram mais puro meio de distração e a espera pelo amanhã tornava-se insuportável. Decidiu-se escolher o que se sentia e, assim, os aprendizes passaram a enganar a si próprios acreditando serem donos dos próprios narizes e dos próprios sentimentos - resolveram mascará-los e ofertar apenas aquilo que acreditavam poder receber de volta. Coitados. Já se sabia desde o mundo perfeito que não era possível escolher. Havia o livre arbítrio, que, como descobriram mais adiante, não era assim tão livre e, por mais que se fugisse, o final era sempre um espelho que, na maioria das vezes, nada refletia. Alguns se desesperavam quando encontravam no espelho um vidro fosco e vazio, outros continuavam oferecendo e ofereciam tudo, embora nem sempre livres do desespero diante do espelho, nulo. Estes buscaram em algum momento montar em seu quebra-cabeças ao menos uma pista das respostas possíveis para um por quê. E não importava qual era esse por quê, pois todos eles, por não virem acompanhados dos porques, eram angustiantes e, também, porque a cada um dos que buscavam respostas interessava tão somente a sua própria pergunta. Só se buscava descobrir aquilo que era individualmente interessante. E nessa busca se perdiam os aprendizes que insistiam na sua própria luta com o espelho que nada refletia. Ocupavam-se, esqueciam, sentiam, pensavam, encontravam o espelho, perdiam-se e buscavam ocupação e, dessa forma entravam num círculo quase tão infinito quanto eles próprios e quanto o número de por ques que vagam soltos pelo mundo imperfeito sem respostas satisfatórias. Com o passar do tempo, alguns até encontravam pistas que eram tomadas como respostas e se davam por felizes até descobrirem que a chave que daria partida no motor que os guiaria pelo caminho estava obrigatoriamente numa nova pergunta, o que traria algumas conclusões possíveis: não há final, já que viver é estar num ciclo, começando, terminando, recomeçando; isso refuta a idéia de algo que valha para sempre; ora, se tudo funciona como um ciclo, não é possível a existência de algo que seja eterno, ou que acompanhe a eternidade do mundo de que tratamos, assim sendo, a felicidade dependerá unicamente do ponto observado e do momento em que se encara aquele espelho que nem sempre reflete (algumas vezes, parte dela pode estar até mesmo naquilo que o espelho reflete). Desse modo, os aprendizes viveram.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-7127274376736699460?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/7127274376736699460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=7127274376736699460&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/7127274376736699460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/7127274376736699460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2009/02/jag-liv-i-ett-sagoland.html' title='Jag liv i ett sagoland'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-8984824004039426419</id><published>2009-02-10T22:05:00.000-02:00</published><updated>2009-02-10T22:11:41.009-02:00</updated><title type='text'>Um recorte...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... e então, dormir não era propriamente aquele descanso e aquela paz que se busca ao fechar os olhos e encostar o corpo em qualquer coisa que o sustente. O problema era justamente esse: dormir era uma rota de fuga, um desligar-se de um mundo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;opressor&lt;/span&gt; para entrar em outro, não menos surpreendente do que aquele do qual se fugia e o resultado era desastroso, pois as viagens oníricas costumavam trazer angústias e pensamentos para os quais não se arranjaria tempo no mundo real, já que todo o tempo disponível estava preenchido por coisas ditas importantes demais, tão importantes que mal sobra disposição para pequenos devaneios ao longo do dia, um longo dia sem fugas intencionais, do qual se escapava, por vezes, sem querer, e surpreendentemente transportados para longe, pegavamo-nos fugindo, submersos em sonhos e imagens que nem nossas eram direito e era aí que a realidade nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;confiscava&lt;/span&gt; de volta, como sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;propriedade&lt;/span&gt; que eramos, somos e seremos até que passemos a ser propriedade de outra força maior, da qual não se poderá fugir nem mesmo com toda a força de vontade do mundo. Enquanto isso, durmamos o sono que nos couber, e finjamos uma liberdade de pensamento que não nos pertence e dormir não será propriamente aquele descanso e aquela paz que buscamos e...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-8984824004039426419?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/8984824004039426419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=8984824004039426419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8984824004039426419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8984824004039426419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2009/02/um-recorte.html' title='Um recorte...'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-8341852950402470265</id><published>2009-01-01T15:14:00.002-02:00</published><updated>2009-01-01T15:42:17.240-02:00</updated><title type='text'>Happy new year</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece ser exigido de nós uma hipocrisia exemplar. Já é sabido que todos perseguem uma verdade em sua caminhada, mas também se sabe que essa verdade não precisa ser assim tão verdadeira, ela pode ser da medida exata do frio que nosso cobertor nos permite suportar. - Daí se pode inferir que nem sempre é desejável que andemos por aí sem as nossas máscaras e, o pior de tudo, que é praticamente impossível que nos vejam sem a máscara: até porque quando a tiramos, alguém sempre virá com uma nova que nos será chumbada à cara original, aquela que poucos têm estômago para ver. E quando se tira a atadura que esconde a cicatriz, vomita-se, chora-se e grita-se ao ver os pontos costurando a carne exposta que se cura - sabe-se lá de quê - e é então que o mundo desaba. Mas a verdade não é difícil apenas para quem a recebe: ela pode doer muito mais para quem a oferece - o preço de ser verdadeiro é alto e há então mais uma escolha a ser feita no gigantesco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;menu de configuação&lt;/span&gt; do equipamento chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vida&lt;/span&gt;. É preciso escolher ativar a hipocrisia e desativar a verdade, ou baixá-la a níveis suportáveis por aqueles que nos cercam. Pago o preço de optar pela verdade inexorável, modo que me foi pregado como o mais correto para viver, embora eu veja que talvez ele seja o menos adequado. Já ouvi, li e vivi verdades que me doeram impiedosamente e, sinceramente, acho que foi o melhor que me ocorreu: foi como deixar a ferida sem tampões, em contato com o ar livre, para que a cicatrização se desse mais rapidamente, mesmo que a casca seja feia. E nesses momentos, acabamos como um médico residente que se curou de uma grave doença e que indica o mesmo tratamento a alguém, por mais cruel que possa parecer esse tratamento. Ocorrem reações adversas e o médico não considera os efeitos colaterais, pois eles não matam, e algum desconforto é necessário à cura de determinados males. E a leitura do prontuário nos obriga a aprender uma nova lição: oferecer de nós mesmos apenas aquilo que cada um pode receber e aprender a ver essa medida nas entrelinhas. Feliz 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No more champagne &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;and the fireworks are through &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;here we are, me and you &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;feeling lost and feeling blue &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;it’s the end of the party &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;and the morning seems so grey &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; so unlike yesterday &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; now’s the time for us to say &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; may we all &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; have a vision &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; now and then &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; of a world where &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; every neighbour is a friend &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; may we all &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; have our hopes &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; our will to try &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; if we don’t &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; we might as well &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; lay down and die &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; you and I &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sometimes I see &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; how the brave new world arrives &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; and I see how it thrives &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; in the ashes of our lives &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; oh yes, man is a fool &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; and he thinks he’ll be okay &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; dragging on feet of clay &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; never knowing he’s astray &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; keeps on going anyway &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; may we all &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; have a vision &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; now and then &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; of a world where &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; every neighbour is a friend &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; may we all &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; have our hopes &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; our will to try &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; if we don’t &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; we might as well &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; lay down and die &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; you and I &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Seems to me now &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; that the dreams we had before &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; are all dead, nothing more &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; than confetti on the floor &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; it’s the end of a decade &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; in another ten years time &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; who can say what we’ll find &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; what lies waiting down the line &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; in the end of eighty-nine &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; may we all &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; have a vision &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; now and then &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; of a world where &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; every neighbour is a friend &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; happy new year &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; may we all &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; have our hopes &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; our will to try &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; if we don’t &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; we might as well &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; lay down and die &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; you and I &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;((Benny Andersson &amp;amp; Björn Ulvaeus))&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dcLMH8pwusw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dcLMH8pwusw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-8341852950402470265?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/8341852950402470265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=8341852950402470265&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8341852950402470265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8341852950402470265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2009/01/happy-new-year.html' title='Happy new year'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-2624991350264733397</id><published>2008-12-15T21:21:00.001-02:00</published><updated>2008-12-15T21:24:28.119-02:00</updated><title type='text'>O oito (ou a lembrança de um sonho qualquer)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele estava pensativo. Tudo fora perfeito, porque, afinal, tudo é perfeito na medida de perfeição que cabe a cada parte do tudo. O mundo, agora, parecia-lhe mais saboroso. (A comida depende do sal que se coloca) Para ele, as coisas ficavam mais claras e calmas a cada dia; já não havia mais o desespero pelo futuro, nebuloso como a própria palavra futuro, que sabe lá Deus o que quer dizer. Há nele alguma ocupação pelo presente, porque ele aprendera que é do presente que se fará o passado que tanto se fará lembrar num determinado momento. Ele então se lembrava de que o tempo passou e foi rápido. Mal houve tempo para se segurar no primeiro ferro de um destes vagões que ocupamos por aí. A inércia, companheira da velocidade em suas peripécias, o fez cair no trem, mas ele soube se levantar e agora já sabia ficar em pé. Ele aprendeu a andar. Porque antes de andar, corre-se, na ilusão de que é a corrida que fará chegar ao destino. Foi quando ele descobriu que só se chega ao destino andando calmamente, sem pressa, sem lamentação. As pedras, ele as deixou por aí, em todos os cantos por onde passou - onde houvesse a chance de deixar um peso, lá ficava. E ele, assim, se fez leve. Sendo leve, pôde voar. Sim! Ele voou e foi alto. Mas não voou daquele jeito que comumente se chama voar. Ele voou além de seus limites, arriscou e foi onde jamais imaginaria ser capaz. Perdeu altitude e pensou em aterrissar. Ele persistiu em seu vôo, mas a médio plano, porque não se pode ir tanto ao céu e nem ficar tão preso à Terra. Ele se equilibrou e pôde pedalar mil bicicletas na corda bamba. Agora, ele sabia voar, e, mesmo se caísse, poderia se levantar e seguir seu caminho por qualquer meio que fosse. Ele então chorou, quando percebeu que o trajeto é curto e que não há tempo para curtir a viagem - sempre haverá quem desça do trem antes de terminar a conversa, antes de contar aquele fato, ou antes que digamos tudo que temos a dizer. Ele chorou. Mas não fez disso sua rotina e nem se deixou abater pelo pranto, que também se faz leve e voa perdido no vento, nesse mesmo vento que carrega as lembranças, as ilusões, os sonhos. Ele perdeu muito. Ele ganhou mais. Mas ele não é perfeito e percebeu no último momento, que não tinha certeza de nada. Foi então que ele sorriu. Ele estava pensativo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-2624991350264733397?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/2624991350264733397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=2624991350264733397&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/2624991350264733397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/2624991350264733397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2008/12/o-oito-ou-lembrana-de-um-sonho-qualquer.html' title='O oito (ou a lembrança de um sonho qualquer)'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-4643124067461578298</id><published>2008-09-16T22:38:00.004-03:00</published><updated>2008-09-16T22:50:19.833-03:00</updated><title type='text'>Proposta n°01</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Proponho que sejamos apenas nós mesmos, supondo que isso seja algo totalmente alcançável a qualquer um que se preze. Proponho aceitarmos resignadamente a estagnação que se impõe - há aquilo que muda e cuja mudança é perceptível e há o que se agarra à condição de sempre para sempre poder retornar a ela ao menor sinal do novo. Proponho que ousemos não temer aquilo que é novo e que enterremos o velho, que queimemos as roupas velhas que só fazem entulhar o guarda-roupas, obrigando-nos a manter fora dele, empilhada, toda a roupa nova, limpa e passada, esperando, esperando... Proponho deixarmos de lado as doenças. Deixemos de lado a doença que nos faz apontar as doenças dos outros sem vê-las em nós mesmos. Proponho que assumamos nossa condição humana e imperfeita, que assumamos todos os nossos atos e todas as nossas intenções; proponho deixarmos tudo às claras, mesmo que esteja tudo submerso em nossa mais completa e absoluta falta de luz. Proponho que aceitemos nossa pobreza nua e crua e que procuremos conhecer e entender melhor as nossas limitações. Proponho não esperarmos por chuvas que não sejam de água e, eventualmente, algum granizo. Façamos a nossa parte, pois, sem esperar que o vento vente, ou que o sol esquente. Sigamos em frente, sem esperar que o curso de toda a humanidade seja alterado por nossa mísera vontade. Que somos nós, afinal? Um aglomerado de massa prestes a apodrecer e no qual não se pode confiar. Poponho que não confiemos, então, porque tudo é destruição e fim iminente. A única certeza é o fim destas vestes que carregamos por aí e que cobrimos com máscaras pesadas e lindas, mas que insistem em se deixarem cair ao menor descuido. Desprendamo-nos, de uma vez por todas, de nossa mesquinhez, desse eu que é apenas eu e que nunca pode deixar de sê-lo para ser tu, ele... Proponho que procuremos entender que aquilo que nos é óbvio nem sempre o é para aqueles que nos cercam, portanto, proponho que respeitemos inclusive os rancores e orgulhos alheios - lembremos da dificuldade que temos para vencer os obstáculos estão em nós mesmos antes de achar que as pessoas precisam ser completamente racionais conforme os nossos próprios ideais e, da noite para o dia, precisam aceitar que o melhor é sempre aquilo que dizemos, ou tentamos dizer. Proponho que façamos mais tudo aquilo que pregamos. Proponho-me, também! Proponho respeitarmos as feridas alheias que ainda estiverem avermelhadas, rompendo-se ao menor contato - lembremos, aliás, que nem tudo pode ser visto da mesma maneira e nem por um mesmo ângulo quando mais de um vê. Atrevo-me a propor que perdoemo-nos sinceramente por nossa total e completa pobreza, aquela mesma pobreza que vemos e apontamos por aí e que só nos é assim tão visível porque já nos é, de alguma forma, algo muito conhecido. (Aquilo que mais nos incomoda, provavelmente, é aquilo que mais fazemos por aí). Proponho, também, que deixemos de desconfiar de tudo e que nos deixemos, uma vez ou outra, guiar por alguma força que aparece de repente e que nos move a inovar e a descobrir novas sensações, risos e até mesmo lágrimas, raiva e escuridão. Proponho a intensidade em todos os nossos atos. Proponho o exagero em tudo e em todos os sentidos e acepções, para que tenhamos a breve idéia do dano que nos causa o excesso. Proponho que generalizemos tudo para chegarmos a: nada. &lt;em&gt;Cheguemos a nós...&lt;/em&gt; Proponho alguma calma em meio a todo este vendaval, proponho (e torço para que exista) uma parede opaca que nos mantenha salvos de tudo aquilo que puder nos alcançar neste infinito labirinto de espelhos e que possamos, nele, continuar assim, paradoxos, estranhos, pobres, humanos. Proponho tudo, nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-4643124067461578298?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/4643124067461578298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=4643124067461578298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/4643124067461578298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/4643124067461578298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2008/09/proposta-n01.html' title='Proposta n°01'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-8519924387525021682</id><published>2008-09-06T16:57:00.000-03:00</published><updated>2008-09-06T17:24:19.128-03:00</updated><title type='text'>Pensamentos de uma noite qualquer...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A necessidade faz o pioneiro, bem como a ocasião faz o ladrão. Muitas peças encaixam-se durante a ventania da vida, a mesma ventania que nos move como folhas soltas e nos leva por aí, sem destino certo, porém, com muito já traçado e pouco já decidido - pois é nosso o livre arbítrio, e tendo a crer que ele é moldado pela necessidade - apenas atrevemo-nos a escolher quando já não há mais escolhas possíveis. Em meio ao paradoxo vendaval, faz-se necessário o pioneirismo do primeiro passo. Talvez, haja nele um tanto daquele atrevimento pueril que nos arrebatou ainda bebês, quando nos foi permitido dar o primeiro passo da longa caminha que nos esperaria e nos &lt;em&gt;espreitaria&lt;/em&gt;. A necessidade e a vontade são as grandes companheiras de toda a viagem! Por vontade, é quase fatal o erro quando se escolhe dar o primeiro passo, muitas vezes, precipitado e perigoso, já que a vontade nem sempre enxerga a necessidade. A necessidade é aquela que impulsiona - ela é o impulso que a vontade desejou ser todo o tempo... -Mas talvez nem tudo seja ventania e tempestade; há o impulso do equilíbrio, o mais difícil de ser alcançado, pois alinhar necessidade e vontade, aliás, diferenciá-las, muitas vezes, é um trabalho extremamente árduo e longo. Diante de tais perspectivas, longe de qualquer equilibrio e sujeito ao vento, estou, estamos, sempre pioneiros em tudo aquilo que fazemos por necessidade e por vontade - experimentados - e, ainda assim, com um medo terrível do primeiro passo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-8519924387525021682?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/8519924387525021682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=8519924387525021682&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8519924387525021682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8519924387525021682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2008/09/pensamentos-de-uma-noite-qualquer.html' title='Pensamentos de uma noite qualquer...'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-6226247617391712257</id><published>2008-07-31T15:30:00.004-03:00</published><updated>2008-07-31T18:01:45.825-03:00</updated><title type='text'>Pensamentos de um viajante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sou apenas aquele que tenta ao máximo o esforço de superar suas mazelas morais, sem, com isso, julgar-se dono da verdade, ou melhor do que qualquer outra pessoa: a verdade é bem distante disso, aliás. Tento vencer o orgulho, o ciúme, a cobiça, sem deixar que isso deixe minhas &lt;em&gt;vontades de progredir&lt;/em&gt; estagnadas. Sou daquele tipo para quem o carro novo não acrescentou nada mágico na vida além da facilidade de não precisar ir ao mecânico todo o tempo e, portanto, para mim, ele é só uma ferramenta para as coisas que eu necessitar por aqui; daí, tiro que os luxos são completamente dispensáveis e só servem mesmo é para os outros: para que os outros vejam e tenham em si sua inveja despertada. Há quem goste de ser invejado, não é o meu caso. Aliás, brigo também contra a inveja, sentimento completamente inútil e que só atinge mesmo aqueles que a sentem. Sou humano, portanto, sujeito a todas as paixões que decorrem dessa existência. O aprendizado consiste em filtrá-las e tentar evitar tudo aquilo que possa atrapalhar meu progresso pessoal. Acredito ainda no poder do bem sobre tudo aquilo que chamamos mal. Creio que se passassemos mais tempo agindo de maneira a propagar o bem, ou seja, ajudando as pessoas - e não só materialmente - este mundo poderia se tornar um pouco mais interessante e menos inóspito. Por ajudar os outros, entendo, também, perdoar, não julgar e/ou tomar partido de tudo aquilo que é dito, porque temos juizes atrozes dentro de nós e cabe só a nós domá-los. É um trabalho interessante... Aprendi também que não vale nada pedir perdão se não for sinceramente: o arrependimento diante do mal que causamos aos outros precisa ser sincero, porque, simplesmente, não temos o direito de fazer mal e, além de tudo, porque nossa função não é o mal. As pessoas caminham juntas em várias fases e já vi muitas virem e irem. Talvez, o maior aprendizado esteja em reconhecer o momento de deixá-las partir e seguir seu rumo. O amor é, também, abrir mão. Sou fundamentalmente um daqueles que ainda amam e nisso se consomem. Diz-se que tudo se aprende pelo amor, ou pela dor. No pouco de consciência que julgo ter, escolhi aprender pelo amor, ainda que isso nunca me livre das dores que vêm dessa escolha - aprendi também que todo ato tem uma conseqüência e que apenas colhemos aquilo que plantamos, daí, pude tirar também que não existem vítimas e que ninguém é tão injustiçado quanto a gente gosta de achar. Merecemos aquilo que temos? Sem dúvidas... Cabe a nós aprender o que fazer com elas. &lt;em&gt;Amo, mas nunca sei o que fazer com o que amo.&lt;/em&gt; - aprender, aprender, aprender! Hoje tenho a vaga idéia de que é preciso, acima de tudo, respeitar os objetos daquilo que chamamos amor. Aliás, creio cada vez mais na valor das ações; tenho tentado demonstrar mais e falar menos. E as coisas vão parecendo melhores a partir do momento em que esperamos menos por nossas ações: sempre vamos esperar algo, mas quanto menos esperamos, mais obtemos - isso parece lógico. Não tenho a pretensão de me julgar perfeito: conforme eu já disse, acho muita coisa e sei muito pouca coisa, portanto há ainda um longo caminho a ser percorrido, muita coisa que é e deixará de ser, muita coisa que não é e será, muita coisa que já é e ainda parece não ser... O problema de tudo é que à medida em que vamos aprendendo e percebendo, nossos menores erros vão se tornando mais graves. Tenho eliminado de mim a carapuça da vítima e sou cada vez menos tolerante com meus próprios erros - erros esses que julgo já não poder mais cometer. As coisas se tornam mais graves conforme se aumenta o conhecimento que temos sobre nossos atos e conforme nos é dado antever suas conseqüencias. Muitos de nós querem saber muito, sem pensar, muitas vezes, no inferno que é saber que se escolheu um caminho ruim e que se está agindo de acordo com leis que, agora, de posse de algum conhecimento, são completamente equivocadas. Deixemos então que o tempo nos mostre as soluções daquilo que esperamos, mas não esperemos que caia do céu algo além de chuva e excrementos de passarinhos: façamos nossa parte para que algo seja feito por nós e através de nós. Vivamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-6226247617391712257?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/6226247617391712257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=6226247617391712257&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/6226247617391712257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/6226247617391712257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2008/07/pensamentos-de-um-viajante.html' title='Pensamentos de um viajante'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-8657236588950547023</id><published>2008-07-14T23:35:00.006-03:00</published><updated>2008-07-22T20:07:54.309-03:00</updated><title type='text'>Panis et circensis</title><content type='html'>Foda-se! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Y3cFkXSgfjg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Y3cFkXSgfjg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foda-se de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="349"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hA2e8ZO-UD4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hA2e8ZO-UD4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="349"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-8657236588950547023?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/8657236588950547023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=8657236588950547023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8657236588950547023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8657236588950547023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2008/07/panis-et-circencis.html' title='Panis et circensis'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-2974416442323793413</id><published>2008-06-28T16:30:00.004-03:00</published><updated>2008-06-28T17:29:48.648-03:00</updated><title type='text'>Carta àquele que espera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Prezado homem, capaz de sonhar,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;gostaria de dizer-lhe aqui algumas poucas palavras, porque sei o quanto lhe é sofrido assistir o grande filme da vida enquanto cuida de suas futilidades com todo o esmero. Ah, quão grandes lhe parecem todos esses sofrimentos e toda a tristeza ao ver que quase nada sai como você pensou... Você perdeu muito do seu tempo sonhando, imaginou que as coisas pudessem ter sido transportadas da sua realidade para a realidade dos outros. Você sempre soube que isso é algo impossível de se fazer e que não há mudanças que se processem do lado de fora sem que antes elas aconteçam aí dentro...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu querido, o tempo é o melhor remédio para todas as questões: se não cura, medica, vai aplicando doses leves de um sedativo que torna suportável o caminho até os primeiros sinais de cura...e estes vêm sem nenhum aviso, sem nenhum preparo. Não estamos preparados para a cura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas que é a cura? Cura seria livrar-se daquilo que causa algum mal, ou seria modificar aquilo que faz mal de maneira a obrigar esse aquilo a fazer bem? Ficam aqui duas perguntas que eu, infelizmente, tonto que sou, não saberia lhe responder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu gostaria imensamente de poder dizer que você está perfeitamente curado do que lhe afligia com maior força, entretanto, por não saber o que seria a cura completa, atrevo-me apenas a dizer-lhe isso: sossegue seu espírito, rapaz! Você está medicado e a parte mais difícil já passou. Você já não é mais dependente dos remédios visuais e nem da ansiedade em transformar o mundo naquilo que você gostaria que ele fosse. Você precisa esperar o total efeito da sua medicação: veja que aquilo que você esperava incessantemente já veio e está bem aí ao seu lado. Não está completo, porque talvez ainda lhe falte a certeza que estraga todas as coisas, mas você já tem grande parte do que queria alcançar, percebeu? O que era sonho, veio sem dar aviso para a sua realidade. É aquela história de esquecer o ovo e deixá-lo ir... um dia, esquecido, ele voltará à sua presença completamente diferente e, então, você poderá ter o diagnóstico mais terrível e decisivo de sua vida: você descobrirá nesse momento que o ama, ou que deixou de amá-lo, ou que nunca o amou. Mas o que fazer desse diagnóstico? Infelizmente, também não sei lhe responder, caro amigo. Tente ir levando sua vida com suas novas descobertas e sentimentos... continue deixando o ovo de lado, mas não o trate como se ele estivesse à parte: ele é, foi e será sempre uma parte importante daquilo que nos atrevemos a chamar: você.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um conselho que eu talvez poderia lhe dar... Evite a sinceridade total, nem tudo precisa ser dito: algumas atitudes, você sabe bem, falam mais do que qualquer "eu te amo" dito da boca para fora por aí. Você não precisa ouvir isso claramente: isso sempre é dito em coisas que a gente quase nunca vê. Deixe tudo subentendido e subentenda também. Não sofra e evite fazer sofrer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Viva e deixe viver... cada um terá exatamente aquilo que lhe cabe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja feliz e se cuide,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-2974416442323793413?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/2974416442323793413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=2974416442323793413&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/2974416442323793413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/2974416442323793413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2008/06/carta-quele-que-espera.html' title='Carta àquele que espera'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-691680406327054801</id><published>2008-05-25T13:08:00.003-03:00</published><updated>2008-05-25T13:15:48.795-03:00</updated><title type='text'>Orkuteando...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às vezes, chego a me esquecer de que a maneira escolhida por mim para expressar "artisticamente" algo que eu queira é o blog, que fica às moscas, e acabo fazendo isso no famoso "quem sou eu" do Orkut. Mesmo que não sejam textos de minha autoria, muitas vezes, eles acabam dizendo muito mais sobre mim do que eu poderia sonhar em dizer, utilizando-me de meus restritíssimos neurônios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Faço parte da maçonaria dos que viram uma vez o ovo e o renegam como forma de protegê-lo. Somos os que se abstêm de destruir, e nisso se consomem. Nós, agentes disfarçados e distribuídos pelas funções menos reveladoras, nós às vezes nos reconhecemos. A um certo modo de olhar, há um jeito de dar a mão, nós nos reconhecemos e a isto chamamos de amor. E então, não é necessário o disfarce: embora não se fale, também não se mente, embora não se diga a verdade, também não é necessário dissimular. Amor é quando é concedido participar um pouco mais. Poucos querem o amor, porque o amor é a grande desilusão de tudo o mais. E poucos suportam perder todas as outras ilusões. Há os que voluntariam para o amor, pensando que o amor enriquecerá a vida pessoal. É o contrário: amor é finalmente a pobreza. Amor é não ter. Inclusive amor é a desilusão do que se pensava que era amor. E não é prêmio, por isso não envaidece, amor não é prêmio, é uma condição concedida exclusivamente para aqueles que, sem ele, corromperiam o ovo com a dor pessoal. Isso não faz do amor uma exceção honrosa; ele é exatamente concedido aos maus agentes, àqueles que atrapalhariam tudo se não lhes fosse permitido adivinhar vagamente.[...]Pois venho notando que tudo que é erro meu tem sido aproveitado. Minha revolta é que para eles eu não sou nada, eu sou apenas precioso: eles cuidam de mim segundo por segundo, com a mais absoluta falta de amor; sou apenas precioso.[...]Mas durmo o sono dos justos por saber que minha vida fútil não atrapalha a marcha do grande tempo. Pelo contrário: parece que é exigido de mim que eu seja extremamente fútil, é exigido de mim inclusive que eu durma como justo. Eles me querem preocupado e distraído, e não lhes importa como. Pois, com minha atenção errada e minha tolice grave, eu poderia atrapalhar o que se está fazendo através de mim. É que eu próprio, eu propriamente dito, só tenho mesmo servido para atrapalhar.{...]Já me foi dado muito; isto, por exemplo: uma vez ou outra, com o coração batendo pelo privilégio, eu pelo menos sei que não estou reconhecendo! Com o coração batendo de emoção, eu pelo menos não compreendo! Com o coração batendo de confiança, eu pelo menos não sei."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;((Clarice Lispector))&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;___________________________&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Meu olho sonha continuamente imagens mais belas que qualquer realidade. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;((Georg Trakl )) &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;_________________________&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando cantarmos o tempo das cerejas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;e o alegre rouxinol e o melro zombador&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Estarão todos em festa &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;As beldades terão loucuras em mente &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;E os apaixonados, o sol no coração&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando cantarmos o tempo das cerejas &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Soará bem melhor o canto do melro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas é curto o tempo das cerejas, &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando vamos colher, sonhando,&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;brincos, cerejas de amor, em trajes idênticos &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;pingando sobre as folhas como gotas de sangue&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;mas é tão curto o tempo das cerejas,&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;pingentes de coral que colhemos sonhando&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando for teu tempo de cerejas &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Se fores um dos que temem as tristezas do amor &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Evita as beldades&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu, que não temo as penalidades cruéis, &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não serei poupado um só dia&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando for teu tempo de cerejas &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Também terás tuas mágoas de amor&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu sempre amarei o tempo das cerejas &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;É desse tempo que guardo &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;no coração uma ferida aberta &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;E mesmo que toda fortuna me seja oferecida&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Jamais será mitigada toda a minha dor &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Amarei sempre o tempo das cerejas &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;E a lembrança que guardo no coração&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;((Jean-Baptiste Clément &amp;amp; Antoine Renard))&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-691680406327054801?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/691680406327054801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=691680406327054801&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/691680406327054801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/691680406327054801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2008/05/orkuteando.html' title='Orkuteando...'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-3778754995049668781</id><published>2007-12-19T05:50:00.000-02:00</published><updated>2007-12-19T05:53:13.918-02:00</updated><title type='text'>19/12/2007</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Termina o 24. Olhando pelo retrovisor, há muito que ver: o novo veio a todo momento e de muitas formas possíveis. Novas expectativas, novas experiências, novos amigos, novas conversas, novas aprendizagens. Novas aprendizagens! E que preço tão alto se paga para aprender novas coisas: o sonho de consumo nem sempre é a melhor opção, ou a verdade é que subestimei minha capacidade e até mesmo meu merecimento: o que deve ser é. E recomendo a todos que lutem para realizar ao menos um sonho, por mais fútil que seja por mais ínfima que seja a felicidade que virá disso. (Ela vem, não duvide). Novas amizades... aprendi que meu gosto é único e é justamente por isso que ele tem alguma importância. Não se deve mudar para agradar os outros quando essa mudança nos desagradar. Também não se deve esperar que os outros mudem e fiquem exatamente como nossa mentezinha idealiza. É extremamente necessário confiar. É extremamente necessário deixar de confiar. É fundamental perdoar e pedir perdão, quando for necessário. O arrependimento é possível e por meio dele muito se aprende. Arrependo-me sim e não posso me esquecer disso para que não volte a fazer coisas de que eu possa me arrepender. Arrependimento só pelo que não fiz? Acho que ainda não. Arrependo-me, mas não lamento.No 24 voltei à praia, voltei à Cida, voltei a muita coisa que havia ficado para trás e que agora aparece de outra maneira. No 24 vi gente acordar para a vida e essa foi uma grande alegria. Aprendi que não devemos tirar conclusões precipitadas sobre os acontecimentos que nos cercam e também reforcei meu conhecimento de que as coisas se explicam por si mesmas, quando há a paciência de esperar pelo desfecho. No fim de tudo, resta-me esperar que o 25 supere seu antecessor em tudo aquilo de bom que ocorrer. Vivamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-3778754995049668781?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/3778754995049668781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=3778754995049668781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/3778754995049668781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/3778754995049668781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/12/termina-o-24.html' title='19/12/2007'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-5075327675447332956</id><published>2007-11-04T11:14:00.000-02:00</published><updated>2007-11-04T11:18:44.624-02:00</updated><title type='text'>Sujeito ocultamente inexistente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Está tudo resolvido e a única resolução possível é ter a certeza de que nada está sempre tão ajeitado como se pensa, ou como se quer pensar. É difícil. Reage-se contra a própria vontade, ou contra a vontade daquilo que se chama de &lt;em&gt;a razão&lt;/em&gt; e essa reação nem sempre é desejável. E então, cuida-se para que não seja perceptível um mínimo sinal de qualquer coisa que seja. As pessoas percebem, e o espírito daquele que disfarça se entrega, deixando-se escapar por onde puder e lá se vai num sorriso falso, num desconforto, num grito, na falta de sono, na lágrima que rola. São inúteis, portanto, as máscaras: elas servem apenas para esconder algo muito rápido, algo que não necessita de maiores reflexões porque não passam por certos domínios do corpo, aqueles que sabem sentir e que, portanto, sentem. Domado pelas palavras, escrevo, escrevo, escrevo e é um mar infinito de nada. Muito se fala do mesmo assunto e o assunto nunca se esgota, talvez pela incapacidade humana de descobrir a si mesmo completamente. Muitas teorias explicam.... a vida propriamente dita não parece muito interessada em se deixar desvendar por qualquer um daqueles que passam por este mundo com a audácia de chamar  &lt;em&gt;vida&lt;/em&gt; à sua simples existência. E ela engana, ela desnorteia, ela simula - faz crer em algo para que, depois, prove metodicamente o erro e é só então que se percebe a essência deste mundo. O importante é ser nada para sobreviver a todo o resto. No fim de tudo, tudo não passa de divagação vazia sobre o nada. Melhor é a preocupação em aprender o uso do sujeito e sua posição numa frase da língua em que ele é obrigatório. Pura formalidade, afinal, na real, os sujeitos são perfeitamente dispensáveis. Graças a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-5075327675447332956?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/5075327675447332956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=5075327675447332956&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/5075327675447332956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/5075327675447332956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/11/sujeito-ocultamente-inexistente.html' title='Sujeito ocultamente inexistente'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-1521056211486404946</id><published>2007-10-12T19:11:00.000-03:00</published><updated>2007-10-12T19:17:53.140-03:00</updated><title type='text'>Aufhebung</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Imerso no sonho, medito a vida. Olhando pelo retrovisor, a paisagem lá atrás vai ficando cada vez menor, algumas coisas vão desaparecendo e é impossível tentar recuperar o que ficou lá - não há marcha à ré. E sigo meu caminho pelas estradas, captando pelo caminho flores e pedras, colhendo coisas plantadas há muito e, por meio dessas, aprendendo novas técnicas de cultivo e até mesmo atrevendo-me a escolher o que planto. Quanto mais a vida passa, menos saudade tenho do que passou: na verdade eu só gostaria de ter podido ver as coisas como vejo hoje. Não culpo mais ninguém por nada e também não julgo mais: penso que cada um sabe o peso da cruz que carrega e das alegrias que tem, quando tem, quando se deixa ter... Interrompido por um sinal vermelho, acordo, porque é necessário manter um pé na realidade e outro no sonho, enquanto vibra o celular, numa mensagem, numa chamada inesperada, numa música, numa frase dessas que vêm trazidas pelo vento, numa dessas conversas sem pé nem cabeça, incrivelmente capazes de trazerem todo um fundamento e até alguma vaga explicação para o grande enigma, uma pecinha extra do quebra-cabeças da vida. Refletindo sobre a descoberta, ainda assustado e surpreendido pelo milagre que já nem deveria mais ser novidade - mas aí, deixaria de ser milagre e migraria para o óbvio, mesmo que seja completamente perigoso ter a certeza do óbvio - acordo para ver, ouvir, respirar e sentir. Mergulho no sonho para ver o real e é só assim que o sonho não se torna opressor. Resta-me lidar com a profunda tristeza por não poder mudar o que equivocadamente foi plantado como certo e essa será uma dor eterna, que talvez se abrande pelas boas colheitas que um dia virão. O egoísmo é, por ora, o pior veneno que podemos tomar. Que ninguém se engane: é necessário o amor próprio, mas também é necessário amar o próximo, é necessário perdoar. É necessária alguma indulgência: é necessário e válido todo esforço para ver o lado bom que temos e sobretudo o lado bom do próximo: será fundamental ter esses parâmetros gravados de forma indelével em algum lugar da alma para que ele se sobreponha ao ruim que vier a aparecer. O lado ruim sempre vem e isso é inevitável e necessário para que possamos, finalmente, entender que &lt;em&gt;a beleza está na imperfeição&lt;/em&gt;, está em tudo aquilo que &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; temos e que um dia buscaremos ter. A verdadeira beleza está na busca e na evolução, na superação de nós mesmos. Só se é realmente belo quando é possível ver o ruim que temos superado pelo bom que já enxergamos e que gravamos. Para o ruim, não há espaço disponível em disco. Por fim, do que passou, é necessário gravar o aprendizado e seguir o caminho, começar do zero sempre que necessário e se deixar guiar, sempre atento às manifestações da Vida. O livre arbítrio é apenas escolher o que plantar: a colheita virá naturalmente, como tudo veio até hoje: escolhe-se os caminhos e sempre se chega ao que nos cabe - bom ou mau - no fim, tudo acaba sendo bom por conta da aprendizagem, sim, paga-se para aprender como se paga um preço por todas as coisas, ninguém pensa impunemente e ninguém vive impunemente. Olhemos por nós, pelos outros, pelo todo e deixemos que a Vida se manifeste a seu tempo e como bem quiser. Sigamos: Vida está em nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*Dia da Cida. Que ela olhe por nós, como sempre...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-1521056211486404946?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/1521056211486404946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=1521056211486404946&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/1521056211486404946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/1521056211486404946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/10/aufhebung.html' title='Aufhebung'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-7736665807798728963</id><published>2007-09-29T23:41:00.000-03:00</published><updated>2007-09-29T23:46:29.133-03:00</updated><title type='text'>O Último</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O último deve ser vivido como se fosse o primeiro, porque, provavelmente, o último  é  a  epifania, a descoberta final. No último, é preciso olhar cada olhar  e  sorrir. Escolha caminhar no último, faça novamente aquele caminho que  faz sempre, observe as pessoas, sinta a natureza e o vento. No último, sinta  o sabor especial da comida e escolha uma boa sobremesa. Converse com os  amigos  antes,  durante  e  após  a refeição. No último, conserte o que estiver  quebrado e deixe a casa em ordem: cumpra com todos os compromissos assumidos,  surpreenda,  ajude.  No  último, compre aquele CD que há tempos espera  por  você  numa prateleira de um supermercado e, preferencialmente, escute  naquele  som  novo  que você demorou tanto para comprar. No último, olhe  seu cão, caso tenha um, e experimente a sensação de ser completamente idolatrado.  Caso  você  não  tenha um cão, lamente... você perdeu a grande chance  de  conhecer o puro amor,  aquele que não foi contaminado pela nossa pobreza humana, já que os animais estão alguns níveis acima de nós. Sim, os irracionais  são  sublimes. No último, deixe de lado todo o raciocínio e se deixe apenas sentir. Sinta tudo e sinta todos. Resgate em sua memória todos os  perfumes que passaram por seu caminho e tente senti-los sorrindo. Sinta o  cheiro  daquele  produto de limpeza, misturado ao barulho das máquinas e das reformas, sinta as gotas de chuva em seus cabelos, em seu rosto, quando estiver  caminhando  por  escolha  própria,  a  despeito do tempo cinzento. Aliás,  no  último,  enxergue  de uma vez a beleza do céu cinza que cobre o mundo e fique feliz por ter na lembrança o céu azul e o calor que não virão no último, já que, o último, para tudo, será demasiadamente tarde. Acima de tudo,  mesmo  que não dê tempo de fazer nada do que eu já disse, no último, resgate  todo  aquele amor que você já sentiu na vida e se deixe cobrir por ele.  Ame-se  no  último e ame aos demais. Sofra um pouco pelo que não pôde ser  feito, mas se arrependa sinceramente e humildemente de tudo aquilo que deixou  de  fazer enquanto o sol brilhava rodeado pelo azul. No último, resgate-se,   salve-se   de  tudo  aquilo  que  você  sempre  achou  que  o prejudicava,  afinal, tudo aquilo que aconteceu de ruim foi responsável por tudo  aquilo de bom em que você se transformou. Por último, faça tudo isso, mesmo  que  você  não  esteja  certo de que o último chegou, aproveite cada minuto  enquanto  o  último  tenta  lhe alcançar preso numa das filas de um desses congestionamentos por que passamos nos caminhos confusos da vida. No último, e para todo o sempre, &lt;em&gt;cuide-se&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-7736665807798728963?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/7736665807798728963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=7736665807798728963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/7736665807798728963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/7736665807798728963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/09/o-ltimo.html' title='O Último'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-1453077392167693951</id><published>2007-08-07T05:27:00.000-03:00</published><updated>2007-08-07T05:31:38.676-03:00</updated><title type='text'>O novo antigo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às vezes, são permitidos alguns momentos de calmaria, em que não se busca desbravar novos caminhos: limito-me apenas a caminhar através de clareiras abertas, sem deixar de observar a paisagem ao redor. É simples assim: por vários momentos, tenho a sede do novo e saio em busca de novas fontes, cavo novos poços com as mãos e bebo do novo pelas mãos agredidas e sujas da terra de meus caminhos. Em alguns momentos, é prudente pegar um copo qualquer e abrir uma dessas torneiras que jorram o presente, o antigo tão antigo quanto nós mesmos. E é por isso que é permitida a calmaria: é &lt;em&gt;preciso&lt;/em&gt; que todo o novo adquirido torne-se tão antigo quanto nós mesmos para que possamos almejar mais e para que sintamos a sede do novo novamente. Porque o conforto também cansa. Minhas torneiras jorram o novo, com um sabor estranho ao qual ainda não me acostumei e há ainda muito que absorver e muito proveito a ser retirado do novo que tenho antes que ele me alcance em minha antigüidade quase medieval, que tenta se modernizar e atingir o menor vestigio de modernidade que puder alcançar. Ela sempre será antiga e, portanto, sempre serei antigo. É besteira pensar em atingir algo e que isso me fará parar e descansar: o mundo não pára e seu trabalho consiste justamente em manter antigo tudo aquilo que é antigo para que o novo vá surgindo e com sua nova força, vá convidando os antigos a viverem as novidades, ou a desistirem do jogo... É preciso desistir, desatar nós, romper com o que nos impede de beber da nova fonte antes que ela desenvolva aquele mesmo sabor antigo de sempre. É necessário avançar, mesmo que não cavemos novos caminhos. Sigamos pelo pequeno trecho asfaltado que surgiu antes de cairmos novamente nos paralelepípedos e de voltarmos finalmente à terra e a poeira de onde viemos e para onde &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; voltamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-1453077392167693951?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/1453077392167693951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=1453077392167693951&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/1453077392167693951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/1453077392167693951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/08/o-novo-antigo.html' title='O novo antigo'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-3256252323257907309</id><published>2007-07-31T22:25:00.000-03:00</published><updated>2007-08-07T05:32:42.878-03:00</updated><title type='text'>Monólogo dos cachorrinhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há o monólogo, interminável e inconstante, uma eterna discussão sobre o nada que almeja ser algo e que, aos poucos vai tomando forma. Coisas ficam para trás e já não mais lhe pertencem: pelo menos, não como gostariam de pertencer. E a conversa continua, como se fosse uma oração. Há os agradecimentos e há algum receio de pedir por algo novo: tudo é muito novo. Escuta-se os cachorrinhos à toda voz, latindo um latido desafinado e fraco, mas que é forte por ser, até então, o máximo que podem alcançar. Observa-se pessoas brincando, gente que só tem tamanho e feições adultas, mas que continuam crianças, atirando-se água no banheiro ao escovar os dentes: talvez como a cadela que é mãe e ainda se julga filhote. Não se cresce do dia para a noite. O monólogo que cerca, acompanha e medita todo o crescimento é eterno, assim como o proprio crescimento. Há quem desista de crescer e de evoluir. Porque sim, é confortável permanecer onde se está e cobrir-se com mil cobertores até a cabeça, limitando a respiração ao máximo de ar que pode passar pelos poros da carapuça que envolve todo o corpo. Porque é fácil também agradecer por tudo que se tem e julgar que não se merece mais do que se tem. Pelo menos, é garantida a proteção contra o sentimento de achar que o mundo todo está aquém daquilo que merecemos. Somos parte do mundo e, como tal, estamos todos nivelados à mercê da natureza e das energias superiores e, provavelmente, toda evolução que alcançamos sirva apenas para que vejamos alguma graça na criança eterna que está sempre gritando à sua máxima voz, buscando alguém que a ouça e tentando ouvir a si mesma, brincando por aí com outras crianças, reconhecendo-as e, acima de tudo, para encontrar algum assunto para o longo monólogo, que seria insuportável sem alguma variação, ainda que, no fundo, a conversa seja sempre a mesma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-3256252323257907309?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/3256252323257907309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=3256252323257907309&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/3256252323257907309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/3256252323257907309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/07/monlogo-dos-cachorrinhos.html' title='Monólogo dos cachorrinhos'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-6423996386415324388</id><published>2007-07-29T18:00:00.000-03:00</published><updated>2007-07-29T18:12:30.385-03:00</updated><title type='text'>Endlich ein Zuhause...</title><content type='html'>Finalmente um motivo para pânico&lt;br /&gt;Finalmente um motivo,vamos! Pânico!&lt;br /&gt;Finalmente um motivo para pânico&lt;br /&gt;Finalmente um motivo, vamos!&lt;br /&gt;Finalmente um lar&lt;br /&gt;para seus sonhos ferozes&lt;br /&gt;Finalmente um motivo - Vamos, pule!&lt;br /&gt;Volte a viver sobre as árvores!&lt;br /&gt;Finalmente um lar&lt;br /&gt;para sua culpa&lt;br /&gt;Diga aí:&lt;br /&gt;finalmente um lar&lt;br /&gt;Para suas pulsações, arritimias&lt;br /&gt;vamos!&lt;br /&gt;Finalmente um motivo para pânico&lt;br /&gt;Finalmente um motivo,vamos! Pânico!&lt;br /&gt;Finalmente um motivo para pânico&lt;br /&gt;Finalmente um motivo, vamos!&lt;br /&gt;Finalmente um lar&lt;br /&gt;Para todos os motivos obscuros&lt;br /&gt;Finalmente um motivo - Vamos, venha!&lt;br /&gt;Forjaremos novas uniões&lt;br /&gt;Finalmente um túnel&lt;br /&gt;para que você espie&lt;br /&gt;Diga aí:&lt;br /&gt;Finalmente uma árvore, uma corda&lt;br /&gt;e um pescoço&lt;br /&gt;mate-se, vamos&lt;br /&gt;Finalmente um motivo para pânico&lt;br /&gt;Finalmente um motivo,vamos! Pânico!&lt;br /&gt;Vamos, pânico!&lt;br /&gt;Finalmente um lar&lt;br /&gt;Para tudo que é velado&lt;br /&gt;Finalmente um motivo - vamos, cacemos&lt;br /&gt;os sabidos filósofos&lt;br /&gt;Finalmente o diagnóstico&lt;br /&gt;Para o processo&lt;br /&gt;Diga aí!&lt;br /&gt;Finalmente um motivo para pânico!&lt;br /&gt;Abra os olhos, mate-se, vamos!&lt;br /&gt;(("Endlich ein Grund zur Panik" - J.M.Tourette &amp; J.Holofernes))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente brincando de traduzir. Finalmente um motivo para pânico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-6423996386415324388?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/6423996386415324388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=6423996386415324388&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/6423996386415324388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/6423996386415324388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/07/endlich-ein-zuhause.html' title='Endlich ein Zuhause...'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-4908999921337695023</id><published>2007-05-05T13:48:00.000-03:00</published><updated>2007-05-06T17:10:49.150-03:00</updated><title type='text'>Da eternidade e do Eterno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao que é infinito, meu eterno respeito. Talvez tão eterno quanto a cruel espera pelo que virá. E enquanto se epera por aquilo que não vem, ocupa-se o tempo com outras futilidades, toma-se outros caminhos, come-se em outros restaurantes, prova-se de outros vinhos... Ando pelo outro lado da calçada e me nego a entrar no túnel pelo simples prazer de me rebelar e ainda ousar experimentar da claridade e do ar que circulam lá fora. Espero, mas já não há o que esperar - é necessário observar o fluxo da água que circula (à qual não nos é permitido aprisionar de forma egoísta entre os punhos, posto que tudo aquilo que é aprisionado tende a escapar, mesmo que gotejando, escorrendo pelos dedos...) e então se escolhe observar de longe a água que escorre, circula, corre...o olhar navega pela água e se perde porque a perda é necessária, tão necessária quanto não ter. É necessário não ter para que tudo possa ter seu real valor quando vier após a espera e a luta. Mas se luta? E, se lutar significa perder o rumo, perder-se, perder, todos lutamos, da mesma maneira que aprendemos a andar, a falar, a tomar banho sozinhos e, depois, a fazer a barba. É concedida a alguns poucos a facilidade de não perceberem suas perdas e, em troca, ganham um falso sentimento de vitória e de sucesso. Idiotas. Aos pobres idiotas foi dito algum dia que o sucesso vem e que nunca se perde nada e por não verem tudo que perdem, acreditam mesmo que só ganharam todo o tempo. Pobres...não sobreviveriam se, por um pequeno momento, fosse-lhes permitido retirar as vendas dos olhos vazados e enxergar quão grande é seu sucesso: nulo.Talvez fosse melhor retirar destes miseráveis o conceito inútil de sucesso - digam-lhes, por tudo que lhes for mais sagrado, que é sempre - &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; - necessário abandonar uma coisa para ter outra, abre-se mão disto para ter aquilo e aquilo por que se espera tanto virá, de um meio ou de outro. Virá? A ilusão de que se tem aquilo por que se passou uma eternidade esperando, esta virá aos saltos e de braços abertos. Atrás dela, vira o sucesso. Meu eterno respeito ao incompleto, àquilo que falta, pois é só pelo que falta que ousamos esperar, escolher, entregar, libertar, mudar, porque é mudando que se encontra e é encontrando que se perde e é perdendo que se vive a ínfima eternidade até a morte. (e, diz-se, é morrendo que se vive para a vida eterna(!!!)). Amém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-4908999921337695023?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/4908999921337695023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=4908999921337695023&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/4908999921337695023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/4908999921337695023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/05/da-eternidade-e-do-eterno.html' title='Da eternidade e do Eterno'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-4428250997166281787</id><published>2007-03-24T18:27:00.000-03:00</published><updated>2007-03-24T18:32:09.815-03:00</updated><title type='text'>Enquanto isso...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Enquanto nasce o sol, há um desconforto nas pupilas que se adaptam e aos poucos se preparam para ver a luz. Fica para tras a cegueira de uma noite escura e vem o dia. E vem o dia. Já não há mais a possibilidade doconforto, este que só é permitido àqueles que se entregam ao mundo tal como ele é e que, portanto, já estão definitivamente cegos à espera de um braço, um cão guia, alguém que os ajude a sobreviver na escuridão, alguém que lhes ensine os degraus, que os proteja das quinas, que os freie à beira de semáforos fechados. Estes cegos precisam de alguém que possa contribuir com sua fragilidade quase infantil. Alguém que contribua, que conforte. Felizes são aqueles que não têm conforto, porque a paz de espirito é deveras confortável e estagnante. A inquietação é necessária, assim como é necessário retirar as vendas e enfrentar a luz com as pupilas dilatadas - é importante lembrar que a luz em excesso é tão prejudicial quanto a cegueira: o mau uso de uma arma pode matar aquele que a opera. - É permitido o desconforto para que o contato com a luz faça da busca do conforto um objetivo constante, mas o importante é nunca encontrá-lo, é deixar que ele se esconda diante do olhos para sempre poder procurá-lo, afinal, aqueles que se permitem o desconforto sabem exatamente onde está oconforto e, por isso mesmo, é que não se deixam contaminar por ele. O conforto é pobre. E então as pessoas um dia se dão conta de que o melhor é a condição masoquista à qual se expõem em algumas fases da vida. É preciso desconfortar-se e encontrar algum prazer no desconforto, libertar-se das amarras e das vendas. Só é verdadeiramente livre aquele que pode caminhar e tropeçar, cair e se levantar, coçar os olhos incomodados pela luz, cair, rastejar, ralar os joelhos, levantar e tocar seu caminho desconfortavelmente livre, enquanto nasce o sol.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-4428250997166281787?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/4428250997166281787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=4428250997166281787&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/4428250997166281787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/4428250997166281787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/03/enquanto-isso.html' title='Enquanto isso...'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-8987534262249409985</id><published>2007-03-18T00:15:00.000-03:00</published><updated>2007-03-18T00:25:40.649-03:00</updated><title type='text'>Do fundo do baú</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho a convicção de que sou outro e de que serei outro ainda mais diferente em alguns anos. Hoje, consegui fazer as pazes com o Blogger e cá estou postando. Pensei em colocar aqui algo antigo, que eu tivesse escrito na era pré-faculdade e meu susto foi ter visto um punhado de textos que eu jogaria fora sem dó porque são muito ruins e refletem uma mente doentia em processo de início de mudança, mergulhado no &lt;em&gt;caos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De tudo isso, restam uns quatro ou cinco que ainda me trazem alguma coisa boa por tê-los escrito, apesar de achá-los pobres tb. Transcreverei abaixo um de 21/05/2003... foi escrito numa época bacana em que havia bastantes blogs de qualidade e este texto especifico foi escrito para inaugurar um blog que eu tinha com alguns amigos, dos quais só tenho contato com uma.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não conheço o caminho. Não sou dono do destino. Não me importam formas alheias de pensamento.Continuo sendo eu. Continuo pensando e pensando e pensando. Continuo existindo e tendo opinião própria. Continuo falando.Continuo escrevendo.Continuo pensando,existindo,falando e escrevendo. De acordo com meu ponto de vista.Sobre o assunto que eu quiser. Onde eu quiser. Como eu quiser. Não conheço o caminho. Não sou dono do fim. Não me importa o quão fútil pode parecer meu assunto. Não me importa o quão importante pode parecer meu assunto.Você também não se importa com a importância que ele pode ter para mim.Igual às moscas,rondando material pútrefo diante do nosso ponto de vista. Egoísta. Insensível. Mediocre.Tão medíocre quanto aqueles que julgaram medíocres outras formas de civilizações que não as suas,no passado: somos todos medíocres. Tendemos a pensar sempre que o que não nos importa deve ser indiferente a outrem como nos parece. Nunca paramos para pensar que o que é pútrefo para nós é a vida para outrem. Antes de torcer o nariz para uma nuvem de moscas sobre um punhado de esterco,pense que ela não vê aquilo como esterco. Pense que ela não compartilha de sua visão medíocre. Pense que aquilo é a razão da vida dela. Não conheço o caminho. Não me recuso a enxergar o destino dos medíocres. O vazio. A solidão. O local onde nada restarão além de suas verdades,seus pré-conceitos. Sua vida. Um grande vazio. A escuridão. Nada além de você e algumas moscas aguardando seu apodrecimento total para um completo banquete com as bactérias e outros seres tão medíocres quanto. Para que, quando você perceber, nada mais restará de sua superioridade. Nada. Nada além das moscas na casa. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-8987534262249409985?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/8987534262249409985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=8987534262249409985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8987534262249409985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/8987534262249409985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/03/do-fundo-do-ba.html' title='Do fundo do baú'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-117046245923060839</id><published>2007-02-02T22:25:00.000-02:00</published><updated>2007-02-02T22:33:08.440-02:00</updated><title type='text'>Minha reclamação?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A gente passa o tempo todo esperando que as coisas mudem e as mudanças se dão exatamente assim: é como quando a gente percebe algo de errado com a própria roupa e tenta fazer todo o possível para que ninguém note. Por um momento, a gente consegue abafar o que percebe, mas depois isso se torna parte de nós e não há como esconder, até porque não se foge de si.A gente se assusta com o que vê no espelho e tenta tapá-lo com as mãos. Isso talvez mostre que os adultos não são tão fixos e nem tão irredutíveis quanto se pode pensar. Não é possível agir com a condição "impune" que é concedida às crianças.Um dia, estas crescem e, adultas, têm maior consciência das mudanças a que estão sujeitas e passam a se punir abrindo mão de coisas, situações e sentimentos que poderiam torná-las melhores pelo simples fato de passarem a se preocupar com a opinião alheia, que, muitas vezes, tem só a finalidade de estragar o que poderia ser uma possível alegria por pura inveja, a incapacidade assumida.A liberdade é relativa: se há uma preocupação insistente com a prisão que a opinião dos outros proporciona, é inútil pensar em liberdade - ela é só fachada para justificar aquilo que está diante dos olhos todo o tempo e que, por este e por outro motivo qualquer, não se quer ver. &lt;em&gt;...Gosto. Mas nunca sei o que fazer das coisas de que gosto.&lt;/em&gt; É difícil saber o que fazer para manter aqueles que nos são importantes por perto e é igualmente difícil permancer perto de quem às vezes parece não querer ninguém por perto e de quem oferece boas pedradas a quem tenta a dita aproximação. É um mútuo exercício: é preciso aprender a não atirar pedras naqueles que amamos (sim, me atrevo a usar esse verbo pesadíssimo) e, do outro lado, é preciso aprender a desviar das pedras que são atiradas e até mesmo a recolhê-las para que deixem de ser armas. Dessa forma a gente se contamina ao mal do mundo - simplesmente por sermos parte dele. -Fugir é fácil, a chave está ali pendurada, ao alcance de quem quiser. Resta querer alcançá-la. Vale a pena alcançá-la e abrir a porta e fugir? Fugir de quê? Fugir de quem? É inútil fugir de vc mesmo, se é que me permite este comentário mais direto. E aí vem a solidão, que é o nome que o homem deu a algo que se sente quando a única companhia que se tem é a própria, aquela que é mais cruel porque esfrega na cara o tempo todo a verdade de que se tenta fugir quando buscamos a incomunicabilidade. Como a gente vê, a única companhia que teremos a vida toda é a nossa, só nós estamos conosco o tempo todo e a isso às vezes chamamos solidão. Sendo assim, sim, ela é inescapável e inevitável. E aí, então é que resta contar com a tal sorte: porque há coisas que dependem só da gente e não é preciso sorte para obtê-las: basta um pouco de coragem e de suor, mas estar, de fato, de mãos dadas com alguém depende de duas vontades e isso só a tal da sorte é que pode resolver e talvez os vazios deixem de ser tão vazios neste momento mínimo e inesperado, quase inacreditado pela pobreza que o ser humano adquire submerso no mundo. E voltamos, pois, à possibilidade do livre arbítrio, apesar das caras feias que possamos ver. Resta-nos escolher. &lt;em&gt;It's just a thought...only a thought...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-117046245923060839?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/117046245923060839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=117046245923060839&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/117046245923060839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/117046245923060839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/02/minha-reclamao.html' title='Minha reclamação?'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-116865197598380714</id><published>2007-01-12T22:32:00.000-02:00</published><updated>2007-01-12T23:32:56.490-02:00</updated><title type='text'>Apenas aquilo que, a ele, cabe.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele acorda cedo e logo salta da cama sem olhar para trás: é preciso atirar o pijama sobra a cama e tomar banho. Há um gosto ruim na boca: gosto de sonho. É preciso lavar o rosto com bastante sabonete, retirar a pomada contra as espinhas - sim, a pele está ficando mais lisa, mas e este cravinho que não sai?? Ele pensa de olhos fechados, a água caindo sobre o rosto e ele ainda parece dormir. Escova, gel dental e lá se vai pelo ralo o sabor da noite dormida. Mas é preciso lavar os cabelos! Ele quase se esqueceu... espuma espuma... Deixá-los crescer novamente? Isso pouparia a chatice de ter que penteá-los e de passar gel. É preciso comprar aquele &lt;em&gt;shampoo &lt;/em&gt;que a dermatologista indicou para reduzir a coceira. Cabelos maiores: como será no calor, quando a cabeça coça mais? Chega de banho! Toalha, desodorante, cueca, meias, calça, camiseta...camiseta! Por que a que ele quer nunca está passada esperando-o? Enfim, ele põe outra. Tênis, toalha, apaga a luz...espelho, gel, pente...Seria boa a liberdade dos cachos novamente. Ah, bobagem! Ele passa o gel e se penteia - com um pouco menos de cuidado porque é necessário revoltar-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Café. O cheiro já invadia suas narinas desde o banheiro. Ele o toma puro, com pouco açúcar. Sanduíche de pão com margarina, manteiga, ou requeijão: nada de especial pela manhã. Computador, recados, mensagens, comentários, contato com o mundo fora das quatro paredes de casa. Nem sempre há algo interessante para ler e então ele se emburra e desliga o computador e vai escovar os dentes. Perfume! Falta o perfume, que ele passa todos os dias. Sempre o mesmo - já tentou mudar, mas não se reconheceu no outro frasco, no outro cheiro. Enfim, rua! Será que o carro quererá subir a rua hoje? Ele já tem o macete e já sobe no ritmo que consegue. Tranqüilidade, 60 km/h, escuridão. Pouca gente, muitos caminhões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estacionamento, crachá, alarme, caminhada, chave, sala, interruptor, armário, garrafa! Ele deve tomar água - dois litros é o que dizem - Ele lava a garrafa e a enche sempre que ela esvazia. O primeiro grande gole após ligar o computador...login...senha... e mail. Algum tempo para redigir dois e mails. Nem sempre ele tem assunto, afinal, os e mails desejam bom dia, às vezes tentam retomar algum assunto pendente, e às vezes eles... Horóscopo! Já chegou o e mail do horóscopo e ele lê. Não bota fé, mas lê porque algumas vezes lá escrevem o que ele quer ler naquele dia. Trabalho, trabalho , trabalho. É trabalhoso lidar com gente e distribuir &lt;em&gt;bom dia &lt;/em&gt;quando o dia parece noite e a noite não foi boa por algo que sobrou de ontem. E os pensamentos, longe, onde ele nem pode alcançá-los, coitado. Chegou e mail! Ele sorri e lê. Deixa um pouco de lado o mundo capitalista e entra novamente naquele mundo que é só dele e onde ele é... Às vezes responde, quando lhe cabe esse direito. Às vezes prefere optar pelo silêncio e se desliga de seu mundo porque está pensando justamente nele. Almoça, trabalha, ri. Ri, mas não sorri. Pensa, pensa, pensa. É hora de ir, de voltar pra casa. Despede-se, cobra pelo seu serviço e sai. Volta. Às vezes chove. Muitas vezes está quente e ele brinca com os difusores de ar. Ar. Precisa trocar o cheirinho do carro. Acabou. Chega em casa e assiste televisão. Ele conversa, ri, sorri (mas isso nem sempre se vê), chateia-se, entristece, sorri de novo e decide ir dormir porque cansou de tantas emoções. Banho, água, sabonete, xampu e o pensamento tentando já retomar o sonho da noite anterior, talvez haja um sonho bom - porque é possível também ter um sonho que o faz matar as saudades e sorrir. Beijo de boa noite. Ele se deita. Ele reza... agradece por quase tudo e pede pouco. Os pensamentos voam logo, depois correm, caminham, deslizam lentamente...de repente ele se lembra de um sorriso, mas, em seguida adormece feliz. Ele não sabe o que o espera, então prefere não se preocupar com o que virá e nem pensar em nada mais... sorriso... Ele dormiu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-116865197598380714?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/116865197598380714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=116865197598380714&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/116865197598380714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/116865197598380714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/01/apenas-aquilo-que-ele-cabe.html' title='Apenas aquilo que, a ele, cabe.'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-116817458136082506</id><published>2007-01-07T09:59:00.000-02:00</published><updated>2007-01-07T10:59:11.106-02:00</updated><title type='text'>De volta à Lagoa Azul.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos últimos sete ou oito meses, eu já não sei mais precisar o tempo (e isso também não importa), minha vida tem sido um grande treino de paciência. Eu até me arriscaria a dizer que nunca havia tido minhas capacidades psicológicas e sentimentais postas à prova de maneira tão eficiente em tantos anos &lt;em&gt;de casa. &lt;/em&gt;É engraçado perceber que meus limites acabaram sendo mais flexíveis do que eu sequer poderia imaginar e então acho que é verdadeira aquela história de que &lt;em&gt;Deus dá o frio conforme o cobertor:&lt;/em&gt; penso que tenho um pouco mais de maturidade e de bom senso para lidar com algumas coisas hoje do que há um ou dois anos, porque em poucos dias sou outro e a cada dia me vejo novo e fazendo coisas inimagináveis.&lt;br /&gt;Na verdade, em épocas passadas, em situações como a atual, eu estaria em parafuso, atirando nos próprios pés e sem sistema de descarga na privada para a quantidade de merda produzida. É passado, graças a Deus e graças a mim que percebi que estava errado a tempo. Neste meio tempo, já me permiti coisas impensáveis, já me permiti não querer e já me permiti a tentativa de apagar a luz e ficar quietinho no meu canto - é claro que houve motivação para esse recolhimento, mas disto eu não tratarei porque ainda não tenho competência para tamanha ousadia - e a verdade é que eu aprendi que não adianta querer fugir e nem querer fazer de conta que as coisas não existem e que são mero produto da minha imaginação. &lt;em&gt;O que tem de ser tem muita força&lt;/em&gt;, como diria João no livro que ousei não ler. As horas de recolhimento e da tentativa de preservar um pouco do que eu talvez chamasse de dignidade (Não estar na arena o tempo todo à mercê da fome dos leões) foram pelo ralo porque posso dizer que a vida me arrastou pelos cabelos e me largou diante daquilo que eu tinha planejado fugir desde o momento em que acordara naquele dia. E a curiosidade que tenho desde o nascimento não é em vão. Não sou masoquista, mas eu já estou achando que quero pagar para ver aonde é que a vida me levará com esse joguinho e ao que parece, não será fácil sair dele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;standing calmly at the crossroads &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;no desire to run &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;there’s no hurry any more &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;when all is said and done &lt;/em&gt;((B.Andersson &amp;amp; B. Ulvaeus))&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/em&gt;E a sensação de reprise continua, entretanto, quando penso que já vi determinada cena, o final acaba sendo diferente e inesperado. Deliciosamente inesperado. Perigosamente inesperado. &lt;em&gt;Viver é muito perigoso.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-116817458136082506?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/116817458136082506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=116817458136082506&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/116817458136082506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/116817458136082506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/01/de-volta-lagoa-azul.html' title='De volta à Lagoa Azul.'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-116786334118926685</id><published>2007-01-03T19:51:00.000-02:00</published><updated>2007-01-07T10:58:44.173-02:00</updated><title type='text'>Dos restos do fim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez eu já seja escravo. É incrível perceber que desaprendi muito daquilo que a vida me ensinou num tempo remoto em que em épocas como esta eu estaria já bronzeado e com as carnes salgadas. Parece que ir para o trabalho, camelar, almoçar, voltar para casa, nem sempre enfrentar congestionamentos enormes, parece que é tudo um nada. A sensação de inutilidade é companheira: é preciso viver! Mas como?? Onde está aquela paz que havia quando eu não tinha a real consciência de que estudar era realmente necessário e não algo que toda criança fazia por ser criança? Cadê a coragem de largar os livros num canto e vadiar, ouvir música, &lt;em&gt;dar um rolê,&lt;/em&gt; ficar por aí, sem pensar em nada... Passar uma semana em casa sem se preocupar com as horas negativas que deverão ser pagas, aliás, sem pensar também nos carnês e nas contas que estão ansiosas pela autenticação mecânica do banco.&lt;br /&gt;Hoje chove! E que divertido pode ser enfrentar as águas, pensar em mil coisas e brincar de fechar os difusores de ar para que o ar quente possa desembaçar os vidros... Embacei os vidros!&lt;br /&gt;...Faz falta a correria e o desespero. Sou escravo do cansaço e acho que só posso ser feliz estando cansado porque sendo feliz não se sente o cansaço.&lt;br /&gt;E então há aquelas pequenas fugas, pequenas coisas que fazem toda a diferença naquilo que é sempre tão igual. Desde que desisti de fugir de mim, as coisas parecem sempre muito iguais - qualquer faísca se torna uma esperança de um novo alvorecer e a verdade é que as coisas parecem apenas existirem porque queremos assim e, por querer, vemos a luz, mesmo que seja a luz daquele farol que vem contra mim e que vejo pelo vidro embaçado enquanto viajo perdido nas minhas idéias e pensamentos... ah, quanta besteira! Eu nem sei viajar!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;"And turning out the light&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;I must have yawned and &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;cuddled up for yet another night &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;and rattling on the roof &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;I must have heard the sound of rain&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;the day before you came." ((B.Andersson &amp;amp; B. Ulvaeus))&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-116786334118926685?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/116786334118926685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=116786334118926685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/116786334118926685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/116786334118926685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2007/01/dos-restos-do-fim.html' title='Dos restos do fim'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38384776.post-116706292747196495</id><published>2006-12-25T13:01:00.000-02:00</published><updated>2007-01-07T10:58:14.920-02:00</updated><title type='text'>Quando briguei com o natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era uma manhã ensolarada, as malas estavam prontas e partiríamos em seguida. Subindo a rua, olhei para trás e ela estava no portão, vestida com seu &lt;em&gt;peignoir &lt;/em&gt;florido, acenando. Viramos a esquina após acenarmos de volta e pegamos um taxi rumo ao metrô e à rodoviária. Em algumas horas, estavamos em São Vicente, de volta ao velho &lt;em&gt;Ed. Arco Iris.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ela ficara em casa. Como era costume, passaria o natal junto do filho caçula, que viria buscá-la mais tarde, e da filha mais velha. Juntar-se-iam a ela alguns de seus netos, nora, genro e mais alguns amigos do seu filho.&lt;br /&gt;Ela estava contente: suas filhas agora estavam juntas, sua casa estava ainda inacabada, porém havia nela o alívio por poder ajudar a família da filha mais velha a sair do aluguel. Havia um único banheiro, que ficava na casa de baixo, para as duas casas. Em cima, praticamente não havia janelas e nas que estavam lá, não havia vidros. A mudança ocorrera às pressas, após o casamento da neta mais velha e não havia previsão para terminarem as obras.&lt;br /&gt;No alto da casa, havia uma grande área, sem muros, que, futuramente, seria uma lavanderia. Por enquanto, só era possível estender algumas roupas nos varais - isso era especialmente útil porque ajudava a roupa a secar mais rapidamente.&lt;br /&gt;Ela subiu à casa da filha mais velha. Estavam sozinhas e uma faria companhia à outra. Conversavam sobre o natal e num momento a filha disse:&lt;br /&gt;-Sabe, mãe? Eu acho que ninguém deveria morrer no natal. É uma data tão bonita que a morte deveria ficar de fora...&lt;br /&gt;-Ah, minha filha... Tudo depende da vontade de Deus. Se ele quiser chamar alguém, chamará e pronto.&lt;br /&gt;-Ah, mas não deveria!&lt;br /&gt;-Vou lá em cima pegar as roupas da sua irmã que ficaram estendidas.&lt;br /&gt;E ela, vagarosamente, subiu as escadas. Demorou-se um tempo recolhendo as roupas e guardando os prendedores nos bolsos do &lt;em&gt;peignoir&lt;/em&gt;. Terminado o serviço, ela desceu e parou à porta da casa da filha mais velha e continuaram a conversar diversos assuntos. A filha lavava a louça na pia da cozinha, de onde era possível observar a mãe parada na porta, do lado de fora, próxima à escadaria.&lt;br /&gt;A conversa seguia calmamente, faziam planos para o natal, comentavam a viagem da outra filha...Distrairam-se por um momento e o silêncio foi interrompido quando ela exclamou:&lt;br /&gt;-Ai, Lourdes!&lt;br /&gt;A filha olhou para a porta e não viu mais a mãe. Largou a louça na pia e correu para a porta. Ela estava lá embaixo, caida. Rolara pela escada e tinha um braço quebrado. Estava desacordada.&lt;br /&gt;A filha, desesperada, gritava por socorro: conseguiu erguer a cabeça da mãe e abrir a porta de madeira que havia no final da escada. Apareceram as vizinhas que prontamente ajudaram. Uma delas, a única que possuía carro na rua, um &lt;em&gt;Fusca&lt;/em&gt; marrom da década de 1960, posicionou o veículo de maneira a colocarem-na no carro. Partiram para o hospital mais próximo onde ela ficara internada. O filho mais novo foi chamado e providenciou a transferência da mãe para um hospital onde ela pudesse receber um tratamento melhor. Ela já estava em coma.&lt;br /&gt;Era noite e a limpeza do apartamento 62 do &lt;em&gt;Ed. Arco Iris&lt;/em&gt; estava terminada. Tocou o telefone. O genro atendeu e deu a notícia à outra filha. As malas foram rearrumadas e a volta para São Paulo seria na manhã seguinte.&lt;br /&gt;Ao chegarmos em São Paulo, no dia seguinte, fomos ao hospital. O filho caçula, buscou a família da irmã. Na UTI, entrara a filha do meio, que acabara de chegar de viagem. Ver a mãe entubada e desacordada foi a cena mais triste de sua vida. assim como foi triste aquele dia todo.&lt;br /&gt;À noite, todos estavam reunidos na casa do filho caçula. Não havia festa. Havia alguma comida que fora preparada para o natal e havia presentes. O presente dela estava guardado no armário: era um vestido lilás, sua cor predileta, comprado pela nora para a noite de natal. Lágrimas. Todos choravam e rezavam pela recuperação dela. À meia noite, cantamos &lt;em&gt;Parabéns a você&lt;/em&gt; para o aniversariante. Ela faria questão disso e fizemos como ela gostaria que fosse feito, apesar do clima não ser minimamente favorável a comemorações.&lt;br /&gt;Fomos levados de volta para a casa onde tudo ocorrera dois dias antes e dormimos.&lt;br /&gt;Por volta de sete horas da manhã, D. Ada, uma bondosa velhinha que era amiga dela e vizinha chamava no portão. D. Ada possuia telefone e, naquela época, nós não possuíamos. Ela trazia um recado do hospital.&lt;br /&gt;Acordei ao ouvir o choro de minha mãe e minha tia. Como toda criança, não entendia muito o que estava acontecendo, mas quis saber por que elas choravam. Meu pai pegou-me no colo e me levou para o quarto. Sentamos e ele me disse:&lt;br /&gt;- Fernando, a vó foi para o céu.&lt;br /&gt;Comecei a chorar e a questionar...lembro-me de ele ter me dito que todos temos uma missão para cumprir aqui e que quando terminamos o &lt;em&gt;papai do céu&lt;/em&gt; nos chama para o céu...&lt;br /&gt;Vestiram-na com seu vestido lilás novo, que ela nunca havia visto. Ela tinha um braço engessado pq o quebrou na queda, causada pelo desmaio em conseqüencia de um AVC que rompeu todos os vasos de seu cérebro. Era 25 de dezembro de 1988, um domingo ensolarado. As araras do viveiro que havia no &lt;em&gt;Cemitério de Congonhas&lt;/em&gt; estavam em seus poleiros, coloridas, contrastando com o triste lilás em uma das salas e indiferentes: elas nem sabiam que era natal e que ela estava ironicamente morta neste dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38384776-116706292747196495?l=meinereklamation.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meinereklamation.blogspot.com/feeds/116706292747196495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38384776&amp;postID=116706292747196495&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/116706292747196495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38384776/posts/default/116706292747196495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meinereklamation.blogspot.com/2006/12/quando-briguei-com-o-natal.html' title='Quando briguei com o natal'/><author><name>Fernando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06645096341794796156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='13' src='http://bp2.blogger.com/_DNhtJ4yrBHk/SIZympcIwDI/AAAAAAAAAAo/UL7ZmB8tHrw/S220/PLACAMRK.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
